António Costa avisa que é preciso “deixar a escola respirar”

mesa

“Qualificações: recuperar o tempo perdido”. Este foi o mote dado ao encontro e militantes socialistas que ocorreu ontem no Museu Nacional de História Natural e da Ciência e que tinha como principal objectivo debater o actual estado da educação e discutir perspectivas para o seu futuro.

Num painel moderado por Maria Emília Brederode dos Santos, sentaram-se à mesa docentes, autarcas e ex-dirigentes associativos. Pedro Lourtie, Domingos Fernandes, Carla Tavares, Rosário Gambôa e Eduardo Barroco de Melo coincidiram na ideia de que é necessária uma reorganização do sistema educativo, acusando o executivo de Passos Coelho de ter regredido no plano para a educação que o Partido Socialista tinha iniciado nos governos de José Sócrates.

Eduardo Barroco de Melo, cronista do Panorama, frisou que é imperativo reverter o actual estado da educação, que apenas contribui para que se construa “uma sociedade de desalentados”, avisou o jovem socialista.

foto merdosa costaA sessão encerrou com a intervenção do secretário-geral do PS, António Costa. Com um discurso virado para o futuro, o líder socialista empenhou-se em traçar as directrizes daquilo que, a seu ver, deve ser feito na área da educação. O Presidente da Câmara de Lisboa afirmou que “está na altura de estabilizar as metas e deixar a escola respirar”.

Outra das tónicas do discurso de António Costa foi a posição crítica perante a actuação do actual Governo, acusando o executivo de ter sobreposto “um radicalismo ideológico ao pragmatismo necessário”.

Em modo de conclusão, o líder socialista assumiu que o desafio que o PS tem pela frente “é pesado mas aliciante”, arrancando mais aplausos da bancada, que se apresentou bem composta.

Desccomplicador:

O Partido Socialista discutiu nesta sessão o estado do sector educativo. Com intervenções críticas em relação ao Governo de Pedro Passos Coelho, a necessidade de mudança foi a ideia transversal a todos os intervenientes. António Costa, líder do partido, estabeleceu como prioridade o facto de haver “metas comuns” que permitam “deixar a escola respirar”.

Publicado por: José Pedro Mozos

22 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Socia e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Foi comentador num programa da rádio da sua faculdade sobre actualidade política; editor de música da ESCS Magazine e escreveu para o site Bola na Rede. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, é jornalista na SIC Notícias.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *