Nigéria: eleições com o Boko Haram como pano de fundo

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A Nigéria viveu este sábado eleições presidenciais e legislativas. Os nigerianos tinham a opção de votar no actual Presidente, Goodluck Jonathan, ou num ex-Presidente Muhammadu Buhari. Apesar de haver mais doze candidatos, todos eles são ofuscados por estes dois nomes na imprensa internacional.

A divisão não poderia ser mais antagónica: de um lado, o actual Presidente (no poder desde 1999), católico e acusado por muitos de ter mão demasiado leve com a corrupção e com o movimento considerado terrorista do Boko Haram; do outro, um antigo militar que governou o país durante ano e meio (entre os anos de 1983 e 1985), muçulmano e lembrado por violações dos direitos humanos.

No país, paira o medo de que se repitam as cenas de violência de 2011, após a divulgação dos resultados, quando morreram mais de 800 pessoas em motins durante 3 dias em 12 cidades nigerianas.

Os especialistas dizem que as sondagens não são fidedignas pelo que é difícil dizer qual dos dois é favorito à vitória. Para já, aquilo que se sabe é que o prazo de votação foi estendido para hoje, domingo, uma vez que houve problemas e ataques em várias mesas de voto. O próprio presidente Jonathan Goodluck não conseguiu votar. Os ataques fizeram pelo menos dois mortos e estão a ser atribuídos pela polícia nigeriana ao Boko Haram. Assim sendo, e apesar de a expectativa ser cada vez maior, terá que se aguardar alguns dias pelos resultados oficiais para saber com certeza quem venceu as eleições e como ficou o clima de tensão no país.

Descomplicador:

Inicialmente, as eleições estavam marcadas para 14 de Fevereiro, mas a instabilidade provocada pelo Boko Haram fez com que fossem adiadas. Esta acção valeu a condenação da oposição e dos Estados Unidos e do Reino Unido ao Presidente Goodluck Jonathan por duvidarem do seu interesse em convocar o acto eleitoral. Estima-se que o Boko Haram já fez mais de mil vítimas desde Janeiro, sendo que na passada sexta-feira decapitaram mais 23 vítimas.

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xusvgz@vomoto.com'
Publicado por: Francisco Mendes

22 anos, natural de Moura, no Alentejo. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Foi Director de Programas e Director-Geral da ESCS FM em 2011/2012 e 2012/2013 e é actualmente Director de Correcção Linguística da ESCS MAGAZINE

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