BE sozinho no apoio a Rafael Marques

PS, CDU, CDS e PS rejeitaram, no Parlamento, o voto do Bloco de Esquerda que pedia que as autoridades judiciais angolanas anulassem o julgamento do jornalista e a sua consequente libertação.

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O documento teve votos favoráveis do BE e ainda de cinco deputados do Partido Socialista: Isabel Santos, Bravo Nico, Carlos Enes, António Cardoso e Eduardo Cabrita. O coordenador da bancada socialista, Nuno Sá, optou pela abstenção.

Com esta iniciativa, o BE também pretendia que a Assembleia procedesse “à condenação da perseguição de que Rafael Marques continua a ser vítima em Angola” e que demonstrasse “solidariedade” para com o jornalista e com a sua luta pela liberdade de expressão no seu país.

Ainda antes da proposta do BE ter sido rejeitada, Rafael Marques já se tinha pronunciado sobre uma possível ajuda vinda do executivo de Pedro Passos Coelho: Todos sabemos qual é o papel do governo português sobre Angola. É de total harmonia com os interesses corruptos e autoritários deste regime”.

Descomplicador:

Rafael Marques é um jornalista angolano, que, em 2004, começou a investigar violações de direitos humanos, torturas e assassínios de trabalhadores da indústria diamantífera. Dessa investigação resultou um livro “Diamantes de Sangue – Corrupção e tortura em Angola”, que acusava empresas e generais angolanos, que, mais tarde, processaram Rafael Marques e a sua editora, Bárbara Bulhosa por “calúnia e injúria”. Esse processo foi arquivado, mas, em agosto do ano passado, sete generais angolanos e a Sociedade Mineira de Cuango moveram um outro processo contra o jornalista.

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Publicado por: Maria Cardoso

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