Eleições na Madeira (22h40): PSD conquista maioria absoluta. Líder do PS demite-se

Eleições Madeira

22h40: Miguel Albuquerque já reagiu à vitória, ao dizer que “connosco a Madeira terá um novo rumo” agradecendo aos militantes pela vitória. O recém-eleito presidente do Governo esclareceu que “o PSD tinha de ouvir o povo para efectuar a mudança” e garantiu que “o PSD continuará aberto à sociedade e às novas gerações”.

Miguel Albuquerque enviou ainda um cumprimento a todos os adversários dizendo que “a campanha decorreu de forma exemplar”, esperando no entanto que “os partidos da oposição assumam as suas responsabilidades na afirmação da Madeira” e pedindo que “não cedam aos populismos”.

O novo presidente da Região Autónoma enumerou uma série de aspectos que serão aposta do novo executivo, afirmando que “as autonomias são dos maiores sucessos da democracia portuguesa”, indo assim “estabelecer um debate firme com a República que permita resolver um conjunto de questões prementes”. Miguel Albuquerque garantiu ainda “toda a atenção para Porto Santo”.

Albuquerque confessou ainda que recebeu uma carta de Alberto João Jardim a felicitá-lo pela vitória. Na fase de perguntas, Miguel Albuquerque falou ainda da intenção de instituir uma limitação de “três mandatos”.

Miguel Albuquerque

22h15: Roberto Almada, eleito deputado pelo Bloco de Esquerda lamentou a “desactualização dos cadernos eleitorais que contribuiram para a abstenção.

José Manuel Rodrigues, líder do CDS Madeira disse que os “madeirenses podem confiar no CDS, o trabalho começa já amanhã”. O líder do partido lamentou que “não tenha sido atingido o principal objectivo que era não existir maioria absoluta de um só partido”, avançando que “o PSD tem todas as condições para governar em estabilidade”, mas “aguardando para ver o que vai dar a renovação”.

O PSD Madeira conquistou a 11ª maioria absoluta nas eleições regionais da Região Autónoma.

PSD garante maioria absoluta. Resultados finais

22h10: O PSD garantiu a maioria absoluta, com 24 deputados, mais um do que toda a oposição. O CDS confirma-se como a segunda força politica com sete deputados, menos dois face a 2011 e a coligação Mudança do PS, garante seis deputados. Elegeram ainda deputados o recém-criado Juntos pelo Povo (5 deputados), a CDU (2 deputados), o Bloco de Esquerda (2 deputados) e por fim o Partido Nova Democracia com um deputado. A abstenção é de 51%.

Marco António Costa, porta-voz e vice-presidente do PSD já reagiu aos resultados, dizendo que “os madeirenses voltaram a escolher pelo sentido de responsabilidade e pelo rigor, recusando aventureirismos eleitorais”, acusando ainda os partidos de “demagogia e populismo, quer pelos dirigentes regionais quer pelos nacionais que se deslocaram à Madeira para fazer promessas infidáveis”.

A CDU Madeira mostrou-se agradada com os resultados, enquanto o CDS também já prepara a festa na Madeira.

Eleições Madeira

Líder do PS Madeira apresenta a demissão

22h: Victor Freitas, cabeça de lista da coligação Mudança, do Partido Socialista, felicitou Miguel Albuquerque pela vitória e desejou que o novo Governo consiga “renegociar a dívida, tratar da questão dos transportes aéreos”, entre outros, e abordou ainda os “altos valores de abstenção que se começam a sentir na Madeira”.

Como presidente do PS Madeira, Victor Freitas falou dos resultados positivos conquistados nas autárquicas e nas europeias e apresentou a demissão de líder do Partido Socialista da Madeira para que o “partido encontre outro líder e prepare as eleições nacionais”.

Victor Freitas PS Madeira

21h22: A coligação Mudança que o PS integra diz que “o povo da Madeira não quis a mudança”, mas afirma que a “responsabilidade é dividida por todos”, mas afirma não “estar arrependido de coisa nenhuma”, remetendo mais esclarecimentos sobre os resultados para dentro de algumas horas.

Na RTP, Jacinto Serrão, deputado socialista afirma que “se o PS tivesse concorrido sozinho seguramente teria tido um resultado melhor”. Entretanto, Porfirio Silva, do Secretariado Nacional do Partido Socialista reagiu aos resultados na sede do Largo do Rato, saudando o “PS Madeira e todos os eleitores que escolheram votar nos candidatos do PS Madeira”, admitindo que “não fomos os vencedores, mas faremos parte de uma solução para um novo ciclo na Madeira”. O membro do Secretariado Nacional do PS, disse ainda que “julgar a estratégia à posteriori é sempre fácil” e demarcou o PS nacional do resultado da Madeira.

CDS aponta “mira” ao segundo lugar. JPP começa a surpreender

21h10: Neste momento faltam apurar 10 freguesias, entre elas as mais populosas, registando-se 48,42% para o PSD, 15, 18% para o CDS e 11,39% para a coligação Mudança do PS e do PTP de José Manuel Coelho.

De destacar até ao momento é o facto de o CDS poder vir a ser novamente a segunda força politica na Madeira e o recém-criado partido Juntos Pelo Povo (JPP) que se vai afirmar ao que tudo indica neste momento como a quarta força politica no arquipélago.

Entretanto a RTP avança que o PSD vai mesmo conquistar a maioria absoluta com 21 a 24 deputados, o CDS em segundo, entre 8 a 9 deputados e a coligação que o PS integra, 6 a 7 deputados, reduzindo face aos 11 de 2011. A RTP diz ainda que o Bloco de Esquerda regressa ao Parlamento regional.

20h40: Foram já apuradas mais de metade das freguesias da Região Autónoma da Madeira e neste momento o PSD lidera com 52.14%, seguido pelo CDS e pela coligação Mudança (PS). Faltam ainda apurar as freguesias mais preponderantes, mas ainda assim na sede do PSD, que conta já com a presença de Miguel Albuquerque, vão-se ouvindo aplausos.

O PSD nacional anunciou já para breve uma conferência de imprensa através do porta-voz do partido, Marco António Costa, para comentar os primeiros dados destas eleições regionais.

Imagem: DN

Imagem: DN

20h: Já se contam os votos na Madeira. De registar uma abstenção a rondar os 49%, factor que a coligação que o PS integra veio já lamentar. Os primeiros dados são bastante positivos para o PSD de Miguel Albuquerque. Festejou-se na sede do PSD os 63% conquistados na freguesia da Calheta.

17h: Até às 16h, os números de afluência às urnas já tinham subido para valores de 37.48%. No entanto, estima-se que entre a população madeirense recenseada – 250 mil cidadãos – haja cerca de 50 mil eleitores fantasma.

15h: O dia começou tímido nas urnas madeirenses. Até às 12h apenas 17% dos eleitores tinham já exercido o seu direito de voto neste dia histórico para a Região Autónoma da Madeira, que marca a despedida de Alberto João Jardim, depois de 38 anos à frente do Governo Regional.

Em 2011, a afluência às urnas até às 12h era de 23,47%, registando-se assim um decréscimo face à votação anterior. Ainda assim, durante a manhã, os principais candidatos e o ainda líder do Governo, Alberto João Jardim, exerceram o seu direito de voto.

Alberto João Jardim votou durante a manhã e disse “nao levar grandes recordações do PSD, principalmente por causa do PSD de Lisboa”, acrescentando que se “sente sempre saudades das coisas boas e sente um alívio por deixar as coisas más“. O líder que está de saída disse ainda que se o proximo mandato decorrer “dentro de uma linha de reforço da autonomia e fora das amarras coloniais, obviamente terá todo o meu apoio”.

Albuquerque confiante numa boa afluência

O líder do PSD Madeira e candidato à sucessão de Alberto João Jardim no Governo Regional disse aos jornalistas após votar que “hoje temos um fantástico dia de verão na nossa região que vai proporcionar uma boa afluência às urnas”, mostrando-se “confiante numa belissíma votação”.

Já José Manuel Rodrigues, candidato do CDS Madeira, fez um forte apelo ao voto, referindo que é “importantíssimo [que as pessoas votem] porque estamos no final de um ciclo político na Madeira”, dizendo que “independentemente do resultado desta noite, a verdade é que se fechará um ciclo político na Madeira”.

Obrigado por teres acompanhado o dia eleitoral da Madeira no Panorama.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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