EUA e Irão chegam a acordo

NetanyahuOs Estados Unidos e o Irão chegaram a um princípio de acordo quanto ao nuclear. A data-limite das negociações estava estipulada para o final de Março, mas os países estenderam as negociações até hoje e, finalmente, parece haver consenso. O acordo prevê que o Irão diminua a sua capacidade de acesso ao urânio (através do qual se obtém a energia nuclear) a troco da redução progressiva das sanções económicas que têm sofrido ao longo dos anos.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Mohamed Javad Zarif, diz que o país concordou com um desmantelamento da capacidade de enriquecimento de urânio na ordem dos dois terços.

O acordo ainda não está fechado e as negociações vão continuar até ao dia 30 de Junho, mas parece que o entendimento total está cada vez mais próximo, faltando muito pouco para passar o acordo para o papel.

Ainda assim, seguem-se acções diplomáticas em ambos os países. No caso americano, Obama tem que convencer o congresso a aceitar este acordo, bem como Israel e a Arábia Saudita, rivais regionais do Irão. No caso iraniano, o presidente, Hasan Rohani, terá pela frente a batalha de convencer os mais conservadores do seu regime de que este é um bom acordo para o país.

A agência Reuters conta que o Ministro dos Negócios Estrangeiros foi recebido como um herói no Irão e que a festa se espalhou pelas ruas das principais cidades do país. A principal razão da satisfação do povo iraniano prende-se com a consciência de que o levantamento das sanções pode representar um ganho de 150 mil milhões de dólares na economia iraniana.

Descomplicador:

Desde a revolução de 1979, no Irão, que cresceu um clima de desconfiança mútua com os Estados Unidos. Este acordo é o primeiro passo dos dois países no sentido de se aproximarem e melhorarem as relações diplomáticas. Esta decisão surge numa altura em que os republicanos defendiam que era preciso aumentar as sanções sobre o país muçulmano e o ayatollah (mais alto dignitário na hierarquia religiosa xiita) Ali Khamenei discursava e pedia “morte à América”.

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Publicado por: Francisco Mendes

22 anos, natural de Moura, no Alentejo. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Foi Director de Programas e Director-Geral da ESCS FM em 2011/2012 e 2012/2013 e é actualmente Director de Correcção Linguística da ESCS MAGAZINE

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