Há quem não queira ser Presidente da República

António Guterres, alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, não vai candidatar-se à presidência da República nas próximas eleições presidenciais de 2016. Guterres comprometeu-se com António Costa em tornar pública a sua decisão assim que o seu mandato na Agência da ONU para Refugiados fosse prorrogado.

Porém, o atual líder socialista não desiste de tentar convencer Guterres a candidatar-se, apesar de já por três vezes ter obtido uma resposta negativa da parte do alto comissário da ONU. A primeira vez que Guterres disse “não” foi aquando da vitória de Costa nas eleições primárias; a segunda aconteceu quando António Guterres deu respostas ambíguas ao semanário Expresso e António Costa quis confirmar a possibilidade de um “sim” mas a resposta voltou a ser negativa; e o terceiro “não” foi dado esta semana.

guterres

Mas não é apenas Guterres que recusa a proposta de Costa no que toca à candidatura para a presidência da República. Também António Vitorino (atualmente mais ligado ao mundo empresarial do que ao político, sendo essa uma das razões para o seu “não”) e Jaime Gama (que afirmou a sua reforma política quando deixou de ser presidente da Assembleia da República) recusaram a proposta do líder socialista, segundo avança o jornal PUBLICO.

O atual secretário-geral do Partido Socialista (PS) mantém-se em silêncio face a tantos “nãos”. António Costa justifica que o silêncio é necessário enquanto estão a decorrer as candidaturas, acrescentando que julga oportuno ser apenas quebrado quando chegar o momento de revelar quem é o candidato que o PS vai apoiar nas presidenciais.

Mas já surgiram alguns nomes que põem pressão sobre candidatura socialista à Presidência da República: Henrique Neto, ex-deputado socialista, já oficializou a sua candidatura; Sampaio da Nóvoa, ex-reitor da Universidade de Lisboa, diz estar disponível para ser candidato; e Paulo Morais, ex-vice-presidente da Câmara do Porto, afirma que vai apresentar a sua candidatura no próximo dia 18.

António Costa considera que o mais importante, a curto prazo, é vencer as legislativas e, para que tal aconteça, o PS não pode passar a imagem de um partido dividido, tendo o apoio de Ferro Rodrigues que afirma que “o PS (…) só deve apoiar uma candidatura presidencial depois das legislativas”.

Descomplicador

António Guterres não faz intensões de concorrer à presidência da República nas eleições de 2016, apesar de todas as “investidas” de António Costa. Também António Vitorino e Jaime Gama afirmam estar fora da corrida, ao contrário de Henrique Neto, António Sampaio da Nóvoa e Paulo Morais, que tencionam mesmo candidatar-se. Para já, o líder socialista considera que as legislativas são o mais importante e por isso mesmo o nome do candidato que o PS vai apoiar nas presidenciais ainda não está decidido.

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Publicado por: Filipa Mourão

20 anos, natural de Lisboa. Finalista de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. Foi redactora na revista CAIS através do projecto CAIS-Lab (da ESCS) em 2013.

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