Conselho Nacional PSD: Não ao PS e um logo se vê ao CDS

Conselho Nacional PSD

Do Conselho Nacional do PSD, que decorreu na passada Terça-Feira, retiram-se duas grandes conclusões: a impossibilidade de coligação com PS e o adiamento da resposta de coligação com o CDS para as próximas eleições legislativas. Na intervenção inicial na estrutura do PSD, Pedro Passos Coelho focou o seu discurso na questão da possível coligação com outros partidos políticos, mas admitiu também a possibilidade de o PSD ir a votos sozinho. A redução da austeridade foi o outro ponto de destaque de um Conselho Nacional com bastante adesão por parte dos sociais-democratas.

Numa intervenção à porta fechada, como é habitual nestes encontros, o líder dos sociais-democratas garantiu que “não há a tentação de fazer coligação com o PS devidos às incompatibilidades entre os partidos”. No centro desta questão está a o desejo de o PS apenas falar sobre uma possível coligação depois das eleições, o que não agrada ao PSD, que não quer ficar depende dos socialistas.

Sobre uma provável união com o CDS, Passos Coelho delegou para Maio a decisão final, remetendo-se para já ao silêncio sobre essa possibilidade. O anúncio ficou agendado para um Conselho Nacional extraordinário que irá acontecer durante o mês de Maio. Apesar de esta hipótese de aliança ser exequível, o primeiro-ministro não descarta a possibilidade de o PSD concorrer sozinho nestas alianças, garantido que o partido tem capacidade para tal. “Se conseguirmos governar sozinhos ainda melhor”, reforçou o líder laranja.

Pedro Passos CoelhoNum Conselho Nacional onde as principais caras do partido fizeram questão de marcar presença, com vários ministros e secretários de Estado a participarem na reunião, assim como algumas das principais caras do partido a nível nacional e local, o primeiro-ministro português prometeu aliviar a austeridade num futuro próximo. “Os portugueses sabem o que esperar do PSD no futuro: removeremos as medidas excepcionais que tivemos de adoptar”. Baixar a TSU é uma das principais políticas do governo para o reestruturação do país. Passos Coelho fez questão de vincar essa necessidade neste conselho nacional, defendendo “precisamos como de pão para a boca de aumentar o investimento e criar emprego”.

Com a possibilidade de criação de um bloco central com o PS descartada, o líder do PSD adiou a decisão de coligação com o CDS para a Maio, admitindo igualmente a hipótese de o partido poder atingir maioria absoluta, por si só. Para agora, ficam as promessas de alivio da austeridade, através da redução da TSU.

Descomplicador:

Pedro Passos Coelho relegou novidades sobre um acordo de coligação com o CDS para um Conselho Nacional extraordinário mas colocou já de parte uma coligação com o Partido Socialista. A TSU foi outro dos temas abordados nesta estrutura social-democrata.

xsjtbq@anappthat.com'
Publicado por: João Pedro Óca

20 anos, natural da cidade alentejana de Serpa. Finalista de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. Foi cronista no jornal Sport Alentejo e de momento participa num programa da estação ESCS FM e é redactor desportivo do site "Bola na Rede". Colabora ainda com a Associação de Estudantes da ESCS.

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