Sarkozy quer ser republicano

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy que mudar o nome do seu partido de centro-direita, a UMP. Alegando que “a era das siglas” chegou ao fim, o vencedor das recentes eleições departamentais em França propõe um novo nome: os republicanos. A ideia está a gerar debate na opinião pública francesa, mas fontes ligadas ao partido garantem que esta iniciativa está a ser “bem recebida” pelos militantes.

Apesar dessa garantia, da esquerda à direita surgem críticas quanto à escolha do novo nome. O deputado socialista Christian Paul defende que “a República é uma bem comum” e como tal ninguém se pode “apropriar dela”. Alain Juppé, membro da UMP e o maior rival interno de Sarkozy, cola o novo nome ao partido republicano americano, alegando que existe uma “excessiva semelhança” entre ambos.

O antigo chefe de estado francês alega que “já é tempo de defendermos os valores da República, em vez de os destruirmos”, pretendendo escrever uma nova página na história do partido. Há até quem defenda que a mudança de nome seria uma maneira de limpar o nome da UMP, que nos últimos anos se viu envolvida em polémicas relacionadas com financiamentos ilegais. Sarkozy irá propor esta alteração no próximo dia 30 de Maio, dia em que, em congresso, serão discutidas algumas mudanças nos estatutos do partido.

O termo República tem um peso especial no país gaulês e os comentadores garantem Nicolas Sarkozy não terá uma tarefa fácil para conseguir alcançar consenso. Os conflitos no seio da UMP têm sido comuns e não será o primeiro confronto de Sarkozy. Nem o último: é que hoje mesmo François Fillon, ex-primeiro-ministro francês, confirmou que vai ser candidato às primárias da UMP em 2016, que irão eleger o candidato presidencial para 2017.

Descomplicador

Nicolas Sarkozy pretende mudar o nome do seu partido (UMP) para Os Republicanos. Embora fontes ligadas ao partido garantam que esta alteração irá ser “bem recebida” as críticas ao ex-presidente sucedem-se e o desfecho é imprevisível. A medida deverá ser discutida em congresso no dia 30 de Maio.

Publicado por: José Pedro Mozos

23 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Entre março de 2016 e junho de 2017 passou pela SIC Notícias. Faz parte da editoria de política da Revista VISÃO desde julho de 2017. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, faz parte do Conselho Editorial do Panorama.

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