A entrada a matar de Paulo Morais

“Uma grande regeneração a todos os níveis”. Foi desta forma que Paulo Morais resumiu no passado dia nove de Abril o seu projeto para Portugal, em entrevista ao Correio da Manhã, e foi o que confirmou na apresentação da sua candidatura à Presidência da República no dia de ontem, no café Piolho, no Porto.

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Se o ex-número dois de Rui Rio já tinha apresentado como pontos principais da candidatura o combate à corrupção, a transparência da vida vida pólitica e pública e o respeito pelos princípios constitucionais, o agora candidato reforçou e concretizou as críticas que já pairavam no ar: “os governantes mentem todos os dias, enquanto o povo tem sede de uma justiça que nunca chega”. Paulo Morais falou de um processo que tem levado a que as eleições se transformem “em concursos para a escolha do maior mentiroso” e de um sistema de “politiquice, de luta política pequena” que descreve como “mesquinho e egoísta”.

Também governantes, ex-governantes e deputados mereceram a atenção do candidato a Presidente da República: Passos Coelho “perdeu o rumo”, tendo prometido “o céu” aos eleitores e levado os mesmos “ao inferno”; José Sócrates foi “mais um mentiroso”, comparando o ex-líder do PS agora preso a Durão Barroso por se ter contradito na questão do aumento dos impostos; Cavaco Silva não exerce as suas funções presidenciais e os deputados da Assembleia da República beneficiam de “muitos favores do Estado”.

O candidato já tinha deixado antever um estilo assertivo nas primeiras declarações ao Correio da Manhã, quando anunciara a sua candidatura e declarara que os deputados estão na Assembleia “não por lealdade ao povo que os elegeu”.

O novo candidato junta-se assim nomes como Henrique Neto, António Sampaio da Nóvoa ou Paulo Freitas do Amaral numa corrida a Belém que se promete agitada.

Descomplicador:

Paulo Morais apresentou-se este sábado à corrida para a Presidência da República, em 2016. O professor universitário foi o número dois de Rui Rio na Câmara do Porto entre 2002 e 2005.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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