Governo critica proposta do PS e mostra (pouca) abertura negocial

Passos CoelhoDesde ontem que vários elementos do Governo liderado por Pedro Passos Coelho criticaram as propostas apresentadas no modelo macroeconómico do Partido Socialista apresentado por Mário Centeno. “Uma década para Portugal” é o titulo do relatório apresentado pelo PS de António Costa.

Pedro Passos Coelho foi dos primeiros a reagir ao documento apresentado pelo partido liderado por António Costa. O Primeiro-Ministro “saudou” a apresentação do PS, dizendo que “como primeiro-ministro, mais até do que como dirigente partidário, não posso deixar de saudar essa preocupação do PS”. Ainda assim, Passos Coelho não demorou até lançar as primeiras criticas ao afirmar que “era importante que, na forma utilizada para apresentar estas medidas, o PS pudesse também adoptar um formato que fosse auditável”, duvidando que a “estratégia do PS permita cumprir as metas do défice e do desendividamento”.

Na conferência promovida pela Confederação dos Agricultores de Portugal, o Ministro da Economia, António Pires de Lima, disse que “numas contas rápidas”, as propostas do PS vão custar aos contribuintes “2,2 mil milhões de euros já em 2016”, acusando António Costa de “regressar às promessas, ilusões e deslumbramentos de um Governo do qual foi nº2 e responsável politico”, disse o responsável pela área económica do Governo actual.

Paulo PortasDa parte da tarde, no debate sobre o PEC no Parlamento, Maria Luis Albuquerque, Ministra das Finanças, afirmou que “olhando para a proposta que o PS apresentou ontem uma realidade passada que não é correcta, o ano de 2014 não é o que os senhores lá têm”, dizendo ainda que “nós (Governo)” partimos da realidade que existe e não de uma realidade ficcionada, partimos de uma abordagem prudente”.

Por fim, foi o Vice Primeiro-Ministro, Paulo Portas que lançou mais “lenha para a fogueira”, acusando o PS de “dispor a abrir o maior buraco de sempre na Segurança Social e na Caixa Geral de Aposentações”, afirmando que “o que António Costa disse aos chineses é o que diz agora aos portugueses. As opções que temos pela frente já não são entre o mau e o péssimo, são entre recuperação segura e o risco muito sério de uma nova derrapagem”, acreditando que com António Costa no Governo a troika regressará a Portugal.

Descomplicador:

Paulo Portas, António Pires de Lima, Maria Luis Albuquerque e Passos Coelho criticaram as propostas do Partido Socialista, mostrando pouca abertura para negociar. Paulo Portas disse mesmo que estas propostas podem significar o regresso da troika.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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