As Presidenciais dos “não-candidatos”

António Guterres, António Vitorino, Maria Belém Roseira, Jaime Gama, Carvalho da Silva Rui Rio, Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, entre outros. Aqui temos a lista dos “não-candidatos” a Belém e das personalidades que até podem vir a candidatar-se (Marcelo Rebelo de Sousa parece ser cada vez mais uma certeza nas Presidenciais 2016). De facto, não há memória de um acto eleitoral que suscitasse tanta pseudo-candidatura e que provocasse tanto reboliço e curiosidade em redor dos possíveis candidatos a futuro Presidente da República.

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Se fizermos uma análise mais específica sobre cada uma das personalidades já referidas para a corrida a Belém depressa percebemos que grande parte dos “candidatos” pertence à esquerda. António Guterres foi um nome muitíssimo falado até há poucos dias atrás em virtude da sua possível candidatura. Durante meses e meses tornou-se quase um ponto assente que o ex-Primeiro-Ministro iria candidatar-se a Belém, o que originou uma autêntica mobilização no Partido Socialista. Porém, Guterres acabou por colocar água na fervura ao negar peremptoriamente qualquer candidatura, o que não deixou de causar um visível embaraço no partido, que via no Alto Comissário das Nações Unidas uma figura que venceria tranquilamente as Presidenciais. Sendo assim, mantém-se o tabu acerca de um possível apoio do PS a Sampaio da Nóvoa, um dos candidatos garantidos a Belém.

Outras figuras do Partido Socialista como Jaime Gama, António Vitorino e Maria de Belém Roseira já foram mencionados como sendo hipóteses para candidaturas, mas depressa os próprios negaram tal hipótese ou depressa se viu que essas hipóteses nunca passariam disso mesmo, de um domínio hipotético. Carvalho da Silva, ex-líder da CGTP e também ele um homem de esquerda tem sido outro dos nomes apontados a este acto eleitoral, engrossando assim uma lista muito considerável de “não-candidatos” que agitou, e de que forma, o espectro da esquerda portuguesa.

Em relação ao centro-direita, os nomes que têm sido veiculados pela comunicação social são em muito menor quantidade. Marques Mendes é carta fora do baralho, mas depois temos Rui Rio, Pedro Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa. O ex-Presidente da Câmara Municipal do Porto Rui Rio é visto por muitos como o preferido de Pedro Passos Coelho para se candidatar a Belém com o apoio do PSD, mas para já esse parece ser um cenário pouco real; Pedro Santana Lopes não confirmou nem desmentiu um avanço a Belém, mantendo-se na expectativa; Marcelo Rebelo de Sousa, de momento, parece perfilar-se como o mais provável candidato com o apoio do PSD (e muito provavelmente do CDS-PP) à Presidência da República.

Em suma, quando ainda faltam cerca de 9 meses para as Presidenciais são imensos os “não-candidatos” que ao verem os seus nomes trazidos para a actualidade política acabaram por aumentar a expectativa em redor deste acto eleitoral. Para muitos um grande número de candidatos é sinal de pluralidade e diversidade de ideias, para outros é sintomático dalguma anarquia e de uma campanha eleitoral possivelmente confusa. O que é certo é que estes “não-candidatos” e “possíveis candidatos” têm feito correr muita tinta, originando com isso discursos diferentes e problemas internos nos partidos, situação essa que pode revelar-se perigosa quando estamos a muito menos tempo das Eleições Legislativas, porventura o sufrágio mais decisivo e importante para o futuro do país.

Descomplicador:

A 9 meses das Presidenciais 2016 são muitos os nomes que surgem em cima da mesa para concorrer a Belém. Porém, salta à vista de todos a lista de “não-candidatos”, situação essa que tem agitado os maiores partidos portugueses.

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Publicado por: João Rodrigues

26 anos, natural das Caldas da Raínha. Finalista de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. Foi coordenador de Desporto na ESCS FM no ano 2013/2014, mantendo actualmente um programa na grelha da rádio. É ainda repórter na JVG TV e sou redactor do site desportivo "Bola na Rede".

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