Presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) vai ser ouvido no Parlamento

Hélder Trindade vai ter que explicar aos deputados o porquê de não ter sido cumprida uma medida que defendia o fim da discriminação de dadores de sangue por causa da sua orientação sexual.

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Apesar de, em Maio de 2010, ter sido aprovada uma resolução governamental que proibia a discriminação de dadores de sangue devido à sua orientação sexual, o Bloco de Esquerda alega que, cinco anos depois, a situação permanece inalterável. A única medida tomada pelo Ministério da Saúde foi o fim dos “enunciados homofóbicos”, onde os candidatos a dador tinham que responder à questão “sendo homem, teve contacto sexual com outro homem?”.

Em 2012 ficou a saber-se que o Governo tinha criado um grupo de trabalho sobre “Comportamentos de risco com impacto na segurança do sangue e na gestão de dadores”, do qual, até agora, não resultou qualquer relatório ou informação.  Por essa mesma razão, os deputados José Soeiro e Helena Pinto apresentaram um requerimento, que entretanto foi aceite pela comissão parlamentar da Saúde, onde exigiam que o presidente do IPST fosse ouvido na Assembleia da República.

Descomplicador:

Até 2010, os candidatos a doar sangue tinham que preencher um questionário que podia ser entendido como “homofóbico”. Ainda nesse ano foi aprovada uma resolução que proibia a discriminação de homossexuais na altura de doar sangue, da qual resultou a eliminação dessa pergunta nos questionários. Mais nenhuma medida foi tomada. Por essa mesma razão, o BE decidiu convocar o presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, Hélder Trindade, para ser ouvido no Parlamento.

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Publicado por: Maria Cardoso

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