Menos aviões no ar a partir de dia 1 de Maio

Governo, TAP e o Sindicato de Pilotos da Aviação Civil (SPAC) andam em guerra aberta desde que o sindicato anunciou uma greve de dez dias, com início no Dia do Trabalhador. Importa agora conhecer tudo o que está em jogo para ambas as partes e os avanços e recuos que têm tido lugar nas negociações, hoje terminadas.

O que o sindicato exige

A devolução das diuturnidades – complemento ao vencimento que serve como prémio pela estabilidade e antiguidade de um trabalhador na empresa -, suspensas desde 2011, e o cumprimento do acordo de 1999 que lhes garantiria um participação de 10% a 20% no capital da empresa foram os motivos que levaram à convocação da greve de dez dias.

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As negociações

Numa conferência de imprensa realizada durante a tarde desta segunda-feira, a presidência da TAP lamentou não haver acordo possível após ter concedido “mais do que devia” e ter procurado “soluções efectivas”. Segundo Fernando Pinto, o sindicato recusou-se a voltar atrás, causando “enormes prejuízos” à empresa. A TAP anunciou que vai agora focar-se na reprogramação dos voos e no atendimento ao cliente, embora diga contar com parte da classe, que se encontra em desacordo com o sindicato e portanto vai trabalhar durante a greve.

Os serviços mínimos

O ministro da Economia afirmou, na sequência da decisão do Tribunal Arbitral de decretar serviços mínimos para o período da greve, que estes não são suficientes para “aligeirar o impacto da greve na economia portuguesa”. Pires de Lima afirmou estar muito preocupado e considerar que a empresa “não pode estar refém de um conjunto de dirigentes sindicais e um consultor”. Também a TAP se mostrou desiludida, relembrando que os voos abrangidos pelos serviços mínimos, com destino a doze locais, representam apenas 10% dos voos totais que seriam supostamente realizados neste período.

A privatização

Embora não haja relação direta entre os acontecimentos, Fernando Pinto admitiu que a greve possa trazer falta de confiança aos possíveis investidores da TAP.

Descomplicador:

O Sindicato de Pilotos da Aviação Civil decidiu nesta segunda-feira manter a decisão de fazer greve entre os dias 1 e 10 de maio, uma tomada de posição contra o ministro da Economia e a TAP que visa reclamar o cumprimento de acordos mais antigos entre a empresa e os trabalhadores.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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