Sampaio da Nóvoa não quer “perder o país”

Um Presidente da República não  deve apresentar um programa de governo, mas “pode fazer a diferença”. Foi desta forma que António Sampaio da Nóvoa se apresentou formalmente como candidato à Presidência da República, num acto que decorreu esta tarde, no Teatro da Trindade, em Lisboa. Foi também com esta ideia que o académico garantiu não ser apenas o “candidato de alguns portugueses”, num discurso em que sublinhou de forma clara o peso da sua carreira, construída fora da política e dentro das universidades.

Sampaio da Nóvoa

Sampaio da Nóvoa fez questão de vincar a ideia de que a mudança deve chegar em breve para Portugal. Arrancando aplausos à multidão que assistia com lemas fortes como “não podemos perder o país”, o agora candidato lamentou que se tenham vindo a perder “um a um” os ideais de Abril e que estejamos aparentemente perante um país “sem vontade, sem pensamento, sem rumo”.

Com termos como “mudança” e “futuro” na ponta da língua, Sampaio da Nóvoa prometeu governar de forma isenta e não ser “um espetador impávido da degradação da vida pública”. O antigo reitor garantiu ainda que planeia não deixar cair o Estado Social nem deixar que o interesse do país seja “dominado por grupos de pressão, por corporações ou por interesses ilegítimos”, endereçando assim um dos temas mais mencionados pelo também candidato Henrique Neto na apresentação oficial da sua candidatura, que se focou na corrupção e pressões políticas.

O candidato endereçou ainda questões quentes da actualidade como a emigração jovem e as directrizes económicas fruto da austeridade. Para Sampaio da Nóvoa,  é importante promover uma estratégia nacional de “valorização do conhecimento e dos jovens, para conseguir que levem à economia e à sociedade”, assim como chegar a políticas económicas que viabilizem tanto um bom nível de vida às famílias como o pagamento das dívidas soberanas.

Descomplicador:

António Sampaio da Nóvoa tinha já declarado que seria candidato à Presidência da República, mas apresentou-se formalmente como candidato na tarde desta Quarta-feira, num discurso em que deu ênfase ao seu percurso fora da política e a políticas de mudança nas áreas económicas e sociais.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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