Coligação aprovada e com ordem para acelerar

Comissão Politica Nacional PSD Marco António CostaDecorreram ontem à noite as reuniões de Comissão Politica Nacional (CPN) e do Conselho Nacional (CN) do Partido Social Democrata e do CDS para aprovação da coligação. No CDS apenas um conselheiro nacional não votou a favor da renovada Aliança Democrática e as presidenciais foram um dos temas mais presentes “na mesa”.

Marco António Costa foi o responsável que falou em nome do PSD após a reunião da CPN, dizendo que “O compromisso que nós temos é para ganhar as eleições, temos dificuldade em fazer compromissos para perder as eleições” e remetendo o nome da nova parceria para mais tarde, sublinhando que o importante é “a substância”.

Pelo CDS, Nuno Melo disse após a reunião da cúpula do partido que a proposta foi aprovada por unanimidade com o sentimento de saberem que “o interesse de Portugal se sobrepõem a tudo”, referindo a evolução do país desde a tomada de posse do Governo e a saída da troika. O dirigente centrista disse que “não admitimos que tanto esforço seja desperdiçado”, salientando também que “o plano fiscal do PSD e do CDS é bom e viável, ao contrário do plano do Partido Socialista”.

Foto JP Lisboa

Foto JP Lisboa

Conselhos Nacionais falam das Presidenciais

Os Conselhos Nacionais de ambos os partidos referiram a questão das presidenciais, onde a coligação se comprometeu a encontrar um candidato único. Após estas reuniões o calendário presidencial foi acelerado por parte da coligação, que admite já escolher um candidato antes das eleições legislativas.

Marco António Costa disse que o caminho será mesmo o do candidato único, não se comprometendo com datas e referindo a recepção a Henrique Neto como exemplo da abertura do Partido Social Democrata a todos os candidatos que já se apresentaram.

No Conselho Nacional do CDS só um conselheiro nacional não votou a favor da coligação, abstendo-se. O presidente deste orgão, Telmo Correia, afirmou no final que “a coligação traduz um projecto de convicção tendo em vista uma solução de governação maioritária num ciclo que antevê diferente”.

Detalhes técnicos

Por decidir estão ainda alguns detalhes nomeadamente os lugares nas listas para as legislativas, com o CDS através de Paulo Portas a dizer que não faz questão de ter cabeças-de-lista. Esta é uma questão que será ainda discutida entre ambos os partidos distrito a distrito, segundo os resultados das últimas legislativas.

Entretanto ambos os partidos concordaram já em criar uma estrutura de coordenação da coligação, tal como tinham mostrado já vontade após a crise do Verão que levou à quase demissão de Paulo Portas.

Descomplicador:

Os Conselhos Nacionais dos dois partidos aprovaram a coligação entre o PSD e o CDS mas as indicações que saíram de ambas as reuniões dão conta de uma aceleração no processo das Presidenciais 2016, com a renovada Aliança Democrática a poder escolher um candidato antes das legislativas.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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