Oposição do CDS considera que a coligação “não tem remédio”

Anacoreta CorreiaO advogado Filipe Anacoreta Correia é o rosto mais visivel do Movimento Alternativa e Responsabilidade (MAR), uma corrente interna do CDS que se coloca contra a liderança de Paulo Portas. Em declarações ao Panorama, Filipe Anacoreta Correia diz que segundo os acontecimentos dos últimos dias “a coligação, tal como António Costa, não tem remédio“.

O rosto da oposição centrista diz que “no momento em que a coligação foi apresentada, o acordo parecia ser a resposta certa para evitar que a vitória do PS fosse uma inevitabilidade“, mas considera que os últimos dias “parecem dar a ideia de que a coligação, tal como António Costa, não tem remédio“.

Ainda assim, Anacoreta Correia diz que desta vez “quem teve pior foi o Primeiro-Ministro ao divulgar matérias de Estado e ao ressuscitar fantasmas da crise de Julho de 2013“, para além das “acusações de manipulação de factos“, concluindo ao dizer que “se os mais altos responsáveis dos partidos que compõem a coligação não acreditam na coligação, não se pode pedir que acreditem neles“.

Acordo firmado, o advogado centrista considera agora que nada mais resta ao PSD e ao CDS do que “conduzir a “coisa” até ao fim o melhor que se pode e com a menor indignidade possível, o que é muito pouco para Portugal“, lamentando “profundamente” pelo país.

Movimento Alternativa e ResponsabilidadeFilipe Anacoreta Correia tinha até aplaudido o acordo entre os dois partidos, mas entretanto com o “caso do SMS” considera que a coligação entrou já com o pé esquerdo. O advogado do CDS tinha pedido à margem do Conselho Nacional que Paulo Portas integrasse as vozes dissonantes nas listas, mas ao Panorama diz que “acredito que isso não irá acontecer profundamente, para além de um ou outro número mediático“, acreditando que para tal acontecer a “a coligação teria de se abrir a um olhar crítico, se quisesse ir ao encontro de muitos eleitores que se sentem tentados pela abstenção“, deixando ainda criticas à actual liderança centrista que promove uma “cultura partidária que não vê as coisas assim e resiste a que seja de outro modo“.

Quanto à aprovação do acordo pelo Conselho Nacional após a apresentação do mesmo, o advogado desvaloriza a questão não sem antes dizer que “o assunto ficou superado, embora não isento de críticas, sobretudo porque a questão do poder surgiu antes e desgarrada da motivação e do projecto político“. Apesar das criticas, Filipe Anacoreta Correia diz que o Movimento Alternativa e Responsabilidade quer fazer parte do crescimento do partido, embora olhe para ele com “moderado optimismo e alguma apreensão“.

Descomplicador:

Filipe Anacoreta Correia é o rosto do Movimento Alternativa e Responsabilidade, a corrente de oposição interna do CDS. O advogado diz ao Panorama que a coligação “não tem remédio” e que se “se os mais altos responsáveis dos partidos que compõem a coligação não acreditam na coligação, não se pode pedir que acreditem neles“.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *