Rússia festeja 70 anos do fim da 2ª Guerra Mundial com enorme parada militar

No dia em que se festejaram os 70 anos da vitória dos aliados perante a facção Nazi na segunda guerra mundial, a Rússia não fez por menos. As celebrações do Dia da Vitória resultaram no maior desfile militar que o país presidido por Vladimir Putin organizou desde a queda do Muro de Berlim em 1989. Estima-se que cerca de 300 mil pessoas tenham estado presentes nos festejos, que contaram com a presença de mais de 16 mil soldados de vários países, 200 tanques e 140 aviões, no que foi uma demonstração pública do poderio bélico russo.

Durante este dia, veteranos da segunda grande guerra e familiares de soldados que nela caíram caminharam em conjunto rumo à Praça Vermelha de Moscovo, local onde se concentraram as principais festividades. Putinparada militar russa 2 encabeçou a chamada “Marcha do Regimento Imortal”, segurando em mãos um retrato do seu pai,  Vladimir Spiridonovich Putin, que combateu o exército Nazi na grande batalha que viria a ditar a derrota das forças de Hitler há 70 anos atrás.

Com as relações entre a Rússia e o bloco ocidental a atravessarem momentos de grande tensão, em grande parte devido ao conflito existente no leste da Ucrânia onde já morreram mais de 6 mil pessoas, um dos pontos de destaque das celebrações do “Victory Day” foi a ausência de algumas figuras de peso da política mundial. Vários líderes dos países ditos ocidentais fizeram questão de recusar o convite de Putin para atender à cerimónia como forma de protesto, entre os quais constam Barack Obama, Angela Merkel, Fraçois Hollande e David Cameron. Putin foi, contudo, acompanhado por diversos líderes mundiais com os quais tem conhecidas alianças políticas, entre os quais o líder chinês Xi Jinping, o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, o presidente venezuelano, Nicolas Maduro ou o presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe.

Ainda que muitos órgãos de comunicação social tenham apontado para este dia como um sinal de rutura definitiva nas relações entre os blocos ocidentais e orientais, mais ainda depois de Kiev ter publicamente acusado Moscovo de parada militar russautilizar as celebrações enquanto pretexto para exibir ao mundo o seu arsenal militar, Vladimir Putin acabou por acalmar um pouco os ânimos ao agradecer ao países aliados pela sua contribuição na derrota do exército alemão. “Estamos gratos às pessoas da Grã-Bretanha, França e Estados Unidos da América pela sua contribuição na Vitória”, disse Putin, no que alguns analistas consideram ser uma tentativa por parte do Kremlin de se voltar a aproximar do ocidente.

Contudo, o clima de tensão entre os dois polos da política mundial esteve sempre presente, em especial se se tiver em conta as circunstâncias das celebrações de há uma década atrás, muito menos efusivas e onde estiveram presentes os líderes de nações que se recusaram a participar este ano. Durante o seu discurso, Putin não deixou de considerar que “Temos assistido a tentativas de se criar um mundo unipolar”, algo que havia já referido em 2007 quando se opôs à visão do mundo detida pelos EUA e restantes países ocidentais.

A vitória militar da União Soviética sobre o exército Nazi é ainda hoje tido como um grande motivo de orgulho nacional para os russos, pelo que a população russa festejou o aniversário do Dia da Vitória em sintonia com as celebrações levadas a cabo pelo Kremlin. Estima-se que cerca de 27 milhões de soldados soviéticos tenham falecido no decorrer da Segunda Guerra Mundial.

Descomplicador:

Num tenso clima de tensão política com o Ocidente, Putin e os seus aliados mais próximos festejaram os 70 anos do Dia da Vitória aliada contra as forças nazis ao encenarem uma imponente parada militar. É de registar a ausência dos principais lideres ocidentais, em protesto contra o envolvimento russo nos conflitos a leste da Ucrânia.

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Publicado por: Rui Miguel Pereira

Finalista de Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social. Foi coordenador dos noticiários da ESCS FM, onde também participou em vários programas, e redactor no Bola na Rede. Colabora também com o Shifter

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