Alexis Tsipras não recua nas pensões e salários

“Nos últimos dias sentimos que o nosso orgulho foi restaurado. É nosso dever não desiludir. A decisão irreversível do nosso governo é aplicar totalmente as promessas eleitorais feitas”. Foi assim que Alexis Tsipras apresentou o plano de Governo a 8 de Fevereiro, exactamente duas semanas depois de ter sido eleito primeiro-ministro de Grécia.

Mais de três meses volvidos, o líder do executivo grego está cada vez mais encostado às cordas e a possibilidade detsipras poder cumprir com as afirmações que proferiu está cada vez mais em xeque. Depois de semanas e semanas de negociações entre a Grécia e os credores – a União Europeia e o FMI -, o impasse mantém-se e a saída dos gregos do euro é uma possibilidade que vai ganhando força.

Nesta semana, Yanis Varoufakis veio mesmo afirmar que a Grécia terá de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para não deixar que a saída do euro passe de um cenário hipotético a uma realidade, embora tenha acrescentado que a Grécia nunca deveria ter deixado o dracma.

Na sequência de toda a polémica que este assunto tem gerado, Alexis Tsipras veio hoje afirmar que as pessoas  “que pensam que as nossas linhas vermelhas vão perder força à medida que o tempo passa” estão enganados, reforçando assim a ideia de que o executivo que lidera não pensa em recuar nas promessas que fez sobre as pensões e salários aquando da campanha para as eleições de Janeiro.

Fica assim incerto o futuro da Grécia, que poderá conhecer novos avanços no encontro de líderes de países da UE, nos próximos dias 21 e 22 de Maio, em Riga.

Descomplicador:

Alexis Tsipras veio hoje a público afirmar que não pretende recuar nas promessas que fez na campanha eleitoral que visam subir salários e pensões. Esta é mais uma das medidas que têm criado alguns entraves para que o entendimento entre os credores e a Grécia seja alcançado.

Publicado por: José Pedro Mozos

23 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa. Entre março de 2016 e junho de 2017 passou pela SIC Notícias. Faz parte da editoria de política da Revista VISÃO desde julho de 2017. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, faz parte do Conselho Editorial do Panorama.

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