O desacerto da oposição

PIB

Foram recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) os números referentes ao primeiro trimestre de 2015, segundo os quais Portugal viu o seu Produto Interno Bruno (PIB) crescer 1,4%, uma aceleração face ao crescimento de 0,6% que tinha sido registado no último trimestre de 2014 (na comparação homóloga). Esta foi a taxa mais elevada desde o último trimestre de 2013.

A este propósito vieram vários economistas reagir, entusiasmados pela bom performance da economia portuguesa, considerando que as previsões do Governo seriam, muito provavelmente, excedidas, estando por essa razão o Governo a ser prudente/conservador nas suas previsões para 2015. Corremos o risco, na opinião destes peritos, das previsões de crescimento sofrerem uma revisão em alta.

Estes dados são naturalmente importantes e positivos para o país, e não deixa de ser, pelo menos, tentador, recordar o que diziam os principais agentes políticos quando se discutiam os cenários e as previsões para 2015. Um desses momentos deu-se aquando da discussão do Orçamento do Estado para 2015, para justificar as diversas medidas e as orientações políticas tomadas na preparação desse documento.

Decada para Portugal

Nessa altura, o PS acusava o Governo de se basear em “previsões demasiado otimistas”. O mesmo PS que foi muito mais otimista nos cenários que previu na sua malfadada Agenda para a Década. Irónico? Se formos ingénuos poderemos entendê-lo dessa forma, eu diria que foram intelectualmente desonestos. Não pode valer tudo.

Também os partidos mais à esquerda na Assembleia da República, com especial destaque para o PCP, consideraram que o Orçamento do Estado para 2015 continha “fantasiosas previsões de crescimento económico”.

Em reação a este cenário do apocalipse pintado pela oposição, a Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, respondia, em Novembro, que as previsões não eram otimistas e que havia margem para conseguir “resultados melhores até do que aqueles que estão no Orçamento e que podemos ter surpresas positivas ao longo do ano de 2015, porque aquilo que estamos a ver como sinais é francamente encorajador”. Pelos vistos, e para nosso descanso e regozijo enquanto portugueses, Maria Luís Albuquerque estava certa e a oposição redondamente enganada.

Há um ditado popular que diz que “até um relógio parado está certo duas vezes por dia”. Em Portugal, essa regra, infelizmente, não vale para a oposição. Esperemos que não chegue atrasada a admitir o erro.

Publicado por: Margarida Balseiro Lopes

Deputada eleita pelo PSD. Licenciada e Mestre em Direito e Secretária-Geral da Juventude Social Democrata

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