Oficialização de Marinho e Pinto marcada pela confusão

Neste panfleto Marinho e Pinto ainda utiliza as expressões "celebração" e "festa"

Neste panfleto Marinho e Pinto ainda utiliza as expressões “celebração” e “festa”

A oficialização de Marinho e Pinto como presidente do Partido Democrático Republicano (PDR) não correu da melhor maneira do euro-deputado. Uma segunda lista foi apresentada ao Conselho Nacional e segundo relatos de alguns dos presentes cerca de 300 pessoas entraram no Fórum Lisboa, onde decorria a Assembleia Geral de Filiados e inscreveram-se à última da hora.

A confusão instalou-se com o aparecimento súbito de 300 novos militantes que se inscreveram à última da hora para votar na lista de Alexandre Almeida, que tinha acompanhado Marinho e Pinto do Movimento Partido da Terra (MPT) para o novo PDR. O euro-deputado ao tomar conta da situação mandou suspender os trabalhos e cancelar as votações que estavam a decorrer.

Segundo os elementos afectos a Marinho e Pinto, a lista de Alexandre Almeida levou cerca de 300 pessoas ligadas à Igreja Maná, na sua grande maioria cidadãos brasileiros, que se inscreveram no momento e se deslocaram para as filas de voto para votar nas listas para o Conselho Nacional.

Marinho e Pinto foi eleito como presidente do Partido Democrático Repúblicano com 494 votos a favor, sete votos em branco, três votos nulos e zero votos contra. O euro-deputado mandou então suspender os trabalhos, dizendo que o partido vai construir cadernos eleitorais para que se possa votar nas listas para o Conselho Nacional.

Luciana Almeida, mulher de Alexandre Almeida, segundo relata o Observador, afirma que não tem que especificar qual a sua confissão religiosa, mas Marinho e Pinto defendeu que “num partido laico, apareceu uma multidão mobilizada determinadamente e meticulosamente”.

Recorde-se que Marinho e Pinto esteve recentemente em entrevista no Panorama.

Descomplicador:

Marinho e Pinto foi eleito presidente do Partido Democrático Republicano, mas suspendeu os trabalhos na votação das listas para o Conselho Nacional devido ao aparecimento súbito de 300 militantes alegadamente ligados à Igreja Maná, que se inscreveram no momento e se deslocaram às mesas de voto.

 

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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