Segurança Social, uma prioridade para o Bloco de Esquerda

Catarina Martins, porta-voz do Bloco de Esquerda, exige que o Governo apresente “estudos, números e projecções” sobre a sustentabilidade da Segurança Social, para evitar cenários de “medo” entre a população portuguesa.

Em conferência de imprensa realizada na sede do Bloco, em Lisboa, Catarina Martins vincou que o seu partido não aceita que o debate da Segurança Social “seja feito na lógica do medo ou na lógica de fazer fugir os trabalhadores para sistemas de pensões privados”.

Catarina Martins defendeu que se torna essencial que haja, em Portugal, “promoção da natalidade, criação de emprego e salários dignos”, até pelo carácter intergeracional do sistema de Segurança Social. A responsável bloquista acrescentou que o Bloco de Esquerda se encontra “pronto para o debate com propostas concretas sobre a sustentabilidade na Segurança Social”, reforçando que nunca esse debate assentará nos mesmos moldes que têm pautado o discurso do Governo.

catarina martinsO Bloco de Esquerda teme que problemas estejam à porta da Segurança Social, face às “políticas dos últimos anos” que conduziram o país a “desemprego, queda salarial, despedimentos e aceleração da queda da natalidade.

O executivo voltou a ser alvo de críticas no discurso de Catarina Martins devido ao “arredar completo” de Pedro Mota Soares, ministro que tutela a área, das conversas referentes a este tema. Para a dirigente bloquista, tem sido Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, a divulgar aquilo que o Governo pretende fazer em relação a esta questão.

Catarina Martins deixou bem claro que o Bloco não aceita que “problemas conjunturais alterem sistemas de longo prazo e que sejam feitas alterações que possam pôr em causa a sustentabilidade da Segurança Social e que criem mais pressão sobre salários e pensões”.

Descomplicador:

Há muito que a sustentabilidade da Segurança Social faz parte da agenda política nacional e por isso mesmo, no seu discurso, Catarina Martins criticou o executivo, acusando-o de incitar o medo nos portugueses com um discurso desprovido de sentido.

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Publicado por: João Rodrigues

26 anos, natural das Caldas da Raínha. Finalista de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. Foi coordenador de Desporto na ESCS FM no ano 2013/2014, mantendo actualmente um programa na grelha da rádio. É ainda repórter na JVG TV e sou redactor do site desportivo "Bola na Rede".

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