Cavaco Silva discursa contra “profissionais da descrença”. PS e PCP reagem

Críticas aos “profissionais da descrença e os profetas do miserabilismo”. Foi a ideia que Cavaco Silva quis deixar neste que foi o seu último 10 de junho passado como Presidente da República. Num discurso que os partidos da oposição classificaram como alinhado com o atual governo, o Presidente falou das vantagens da política económia seguida nos últimos quatro anos: “com o esforço e sacrifício de todos, Portugal conseguiu ultrapassar a situação de quase bancarrota a que o país chegou no início de 2011” . Cavaco Silva celebrou assim “uma recuperação gradual da nossa economia e da criação de emprego”, embora reconhecendo que o nível de vida das famílias portuguesas “ainda não é digno”.

transferirO discurso do ainda Presidente não se pautou apenas pelo balanço do passado. Em jeito de conselhos para o futuro, Cavaco Silva deixou aqueles que são os seus grandes quatro objetivos para os próximos anos, numa tentativa de que os portugueses olhem para o futuro coletivo “com confiança”: “o equilíbrio das contas do Estado e a sustentabilidade da dívida; o equilíbrio das contas externas e o controlo do endividamento para com o estrangeiro; a competitividade da economia face ao exterior; e um nível de carga fiscal em linha com os nossos principais concorrentes”. Foi neste contexto de visão de futuro que Cavaco Silva voltou ao tema já enunciado, atacando quem “critica sem apresentar alternativas”: “aos que preferem dizer mal de tudo e de todos, aos que optam pela crítica destrutiva sem apresentar soluções ou alternativas, devemos mostrar o exemplo do nosso povo, que ao longo da História sempre conseguiu vencer adversidades e encontrar caminhos de futuro”.

As reações

As reações dos diferentes partidos não tardaram a surgir. PS e PCP insurgiram-se contra as palavras do Presidente da República, acusando-o de elaborar um discurso “colado ao governo” e partidário”, críticas que têm surgido de forma recorrente durante o mandato de Cavaco Silva.

Já Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, enalteceu o discurso, classificando-o como um reconhecimento “justo”, ou mesmo uma “gratidão justificada”, dos sacrifícios que os portugueses têm vindo a fazer nos últimos anos. Montenegro falou de um discurso realista, criticando PS e PCP por estarem a tentar desviar as atenções” falando de partidarismo.

Também CDS-PP falou na mesma linha do companheiro de coligação, elogiando o discurso de “esperança” de Cavaco Silva. Pelas palavras de Nuno Magalhães o partido também rejeitou o partidarismo apontado ao Presidente, afirmando que este foi um discurso “mobilizador” e “adequado”.

De recordar que já no ano passado, no discurso pelo Dia de Portugal, Cavaco Silva tinha falado dos planos para o futuro, mostrando interesse em que não se criassem “ilusões”.

Descomplicador:

O Presidente da República fez hoje em Lamego o discurso habitual por ocasião do Dia de Portugal, em que enumerou alguns objetivos para um futuro de crescimento económico e centrou os ataques a quem critica de forma “destrutiva”.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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