De onde vem o financiamento do Estado Islâmico?

O valor que se estima estar associado ao Estado Islâmico é de dois mil milhões de dólares, segundo um documentário da produtora francesa C Productions. À luz da investigação, a procedência desta quantia divide-se, embora não se saiba quantificar como, em várias fontes de recursos: a extorsão, as doações estrangeiras, o tráfico de obras de arte e a pilhagem já levada a cabo em vários museus e coleções artísticas são algumas das fontes apontadas. Mas a lista não acaba por aqui: a principal origem da fortuna do grupo terrorista está relacionada com o contrabando dos recursos naturais extraídos dos territórios que o grupo controla, nomeadamente o petróleo e o algodão – noventa por cento dos campos sírios de algodão são controlados pelo Estado Islâmico – vendido sobretudo a clientes turcos.

ei

O Daesh, acrónimo árabe para o nome completo do Estado Islâmico, é o parceiro privilegiado da Turquia, sendo que os bloqueios comerciais internacionais parecem não estar a surtir o efeito desejado. É de lá que partem os camiões de alimentos, não afetados pelas ordens de bloqueio, que chegam à capital do Daesh, Mossoul, pagando obrigatoriamente trezentos dólares à passagem – ou escolhendo a morte como alternativa. Também os quase dez milhões de cidadãos que habitam os territórios do Estado Islâmico contribuem para o orçamento do grupo, sendo alocados para diminuir as despesas militares e as de propaganda.

A pesquisa foi feita e será apresentada no documentário francês «Daesh, Etat Islamique : d’où proviennent les milliards des nouveaux barbares?», que se propõe a explicar de onde vêm as grandes quantidades de dinheiro e recursos de que o Estado Islâmico se alimenta. Difundida pela magazine televisiva de economia Capital, a produção explica que estes recursos, que fazem com que Osama Bin Laden pareça “quase passar por um amador”, foram investigados com os mesmos métodos como se de qualquer multinacional milionária se tratasse.

O documentário refere ainda os métodos de comunicação tecnologicamente muito avançados usados pelo grupo e a organização verdadeiramente própria de um Estado, contando com uma administração e um orçamento, que ronda os referidos dois mil milhões de euros para este ano – sem contar com o exército, com mais de cinquenta mil combatentes.

Descomplicador:

O Estado Islâmico tem uma fortuna estimada em dois mil milhões de euros que se consegue através de fontes como a extorsão, a imposição de taxas ou a exportação de recursos naturais como petróleo e algodão.

 

 

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *