Coligação PTP/AGIR conta com novos apoios para legislativas

Na passada sexta-feira, a candidatura plural encabeçada por Joana Amaral Dias assinou um acordo com um conjunto de oito novos partidos e movimentos, na Alameda Afonso Henriques, em Lisboa. Amândio Madaleno, presidente do Partido Trabalhista Português (PTP), referiu que esta abertura se deve à “necessidade da criação de uma alternativa credível”.

A coligação PTP/AGIR conta agora com o auxílio do PDA (Partido Democrático do Atlântico), dos movimentos Nova Governação, Somos Santa Maria da Feira, Somos Lamas, Movimento contra as SCUTS, Movimento dos Brasileiros votantes em Portugal, do IBS (Instituto dos Bairros Sociais) e de um grupo de activistas que participou na resistência contra o regime salazarista na LUAR.

Joana Amaral DiasJoana Amaral Dias, que foi eleita secretária-geral do PTP no final de Maio, será cabeça-de-lista em Lisboa, José Manuel Coelho vai liderar a lista da Madeira e o PDA encarregar-se-á de escolher o número um da coligação nos Açores, segundo avança o SOL.

A coligação será denominada AGIR e no boletim de voto irão aparecer os símbolos dos partidos que se juntaram à coligação, o que não acontecerá com o Livre, que aparecerá no boletim como Livre/Tempo de Avançar. O movimento não pode expor a sua sigla porque não está constituído como partido político e o PTP não deverá mudar a nomenclatura no Tribunal Constitucional.

Em entrevista à Antena 1, transmitida na passada quinta-feira, a líder do movimento AGIR declarou uma posição contrária à de Rui Tavares, assegurando que nunca vai fazer coligações com PS, partido que “nos trouxe até ao abismo”. Na opinião da psicóloga, o líder do Livre/Tempo de Avançar “tem tido uma postura que entende que tem capacidade para mudar o Partido Socialista”. Joana Amaral Dias considera que isso não é possível, dado que “é mais ou menos como uma formiga querer alterar o percurso de um elefante”.

Quanto aos objectivos para esta campanha, a ex-bloquista confessa que está a “apelar ao medo”, não só para mobilizar o voto, como também por ser aquilo que em acredita. “No pós-eleitoral, caso o PS vença eleições e forme governo vai exatamente seguir a mesma linha de ataque aos salários, de ataque às pensões”, justifica.

A antiga dirigente do Juntos Podemos saiu do Bloco de Esquerda há um ano atrás. “A pior decisão que fiz na minha vida política foi ter-me inscrito como militante no Bloco de Esquerda já depois de ter sido deputada”, afirmou Joana Amaral Dias em relação ao anterior partido, em entrevista ao Observador.

Descomplicador

A coligação PTP/AGIR conta com o apoio de mais movimentos e partidos políticos e vai concorrer em todos os círculos eleitorais nas próximas eleições. Apesar de estar noutro “combate”, Joana Amaral Dias confirma que é possível concorrer a Belém, sendo ela a futura candidata.

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Publicado por: Mariana Bandeira

22 anos, natural de Torres Vedras. Finalista de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. Colaborou com o Oitava Colina e o seu gosto por política nasceu quando escolheu Ciência Política como disciplina no secundário

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