“Contratação de estrangeiros já voltou aos níveis pré-troika”

João Machado CAP AgriculturaA declaração é de João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), ao jornal Sol, quando se refere à contratação de mão-de-obra estrangeira para os trabalhos agrícolas em Portugal. No rescaldo da Feira Nacional da Agricultura, João Machado deu também destaque à vertente tecnológica da agricultura portuguesa.

O presidente da CAP disse que no período de crise a mão-de-obra era até maioritariamente portuguesa, devido à dificuldade em encontrar emprego, mas confessou também que actualmente “os níveis já voltaram aos que se registavam no pré-troika”, garantindo que “quase toda a mão-de-obra para a apanha no Verão é importada”, falando em números superiores a três mil trabalhadores. João Machado diz até que o “trabalho manual é bem pago, mas a maioria tem de ser importada, porque é um trabalho duro”.

João Machado destaca ainda a importância do Alqueva no aumento da área de regadio, que “veio pegar em 120 mil hectares de sequeiro e transformá-los em regadio”, dizendo que no inicio do ano “irrigava 60 mil hectares. Neste momento tem 88 mil e quando chegar a 1 de Janeiro do próximo ano terá 120 mil”.

Quanto aos sectores agrícolas que estão neste momento a dar mais cartas, João Machado destaca “o do vinho, que sempre foram competitivos e que têm vindo a reforçar-se”, mas fala também num sector novo “extraordinariamente exportador e competitivo, que só nasceu há sete, oito anos: o das frutas e hortícolas, os frescos. Em conjunto já exporta mais de mil milhões de euros por ano, mais do que o vinho”.

O presidente da confederação dos agricultores falou ainda da vertente tecnológica, revelando que “na semana passada na Feira da Agricultura, muitos políticos foram conduzidos dentro de um tractor e não faziam a menor ideia que todos os tractores têm hoje ar condicionado, música, computador e GPS”. João Machado afirmou ainda que “a enxada já praticamente não se usa no campo. O sector agrícola hoje é tecnologia, investigação e passar à prática essa investigação. É estar com o iPad ou o iPhone e verificar o pivot de rega, que tem uma sonda ou várias sondas, e pô-lo a trabalhar à distância”.

Descomplicador:

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal revelou que “os níveis já voltaram aos que se registavam no pré-troika”, garantindo que “quase toda a mão-de-obra para a apanha no Verão é importada”. João Machado disse ainda ao jornal Sol que “a enxada já praticamente não se usa no campo. O sector agrícola hoje é tecnologia”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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