Começo tardio das aulas só “traz problemas ao presidente da CONFAP”

Paulo GuinoteO ano lectivo de 2015/2016 vai começar uma semana mais tarde daquilo que tem sido habitual nos últimos anos. As instruções do Ministério da Educação apontam para a semana entre 15 a 21 de Setembro, em vez da habitual semana de 11 a 15 de Setembro. A proposta é vista como uma forma do Governo se resguardar dos problemas com as colocações, segundo diz também Paulo Guinote, ex-autor do blog A Educação do Meu Umbigo ao Panorama.

O Ministério da Educação aponta como motivo para esta alteração, “um maior equilíbrio entre os três períodos lectivos”, situação que tinha sido já falada pelo Conselho das Escolas, que recomendou dois dias de férias a meio do primeiro período, por ser por norma o mais extenso.

Contactado pelo Panorama, o criador do blog A Educação do Meu Umbigo, diz que esta é uma situação que “em final de mandato não faz muito sentido mas não traz especiais problemas a ninguém a não ser ao presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) que queria férias mais curtas para os alunos“, deixando assim a critica à recente proposta da CONFAP.

Recentemente a CONFAP recomendou que as aulas começassem no início de Setembro e terminassem apenas no final de Julho, ou seja, os alunos teriam apenas um mês de férias no verão. O presidente da estrutura, Jorge Ascenção disse começar “a recear que as escolas tenham mais pausas do que aulas.

Paulo Guinote, professor e cronista do Público, disse ainda que “não me choca especialmente a data em si mesma“, corroborando a opinião geral de que “podemos é sempre pensar que foi definida em função do medo do Governo de que as colocações de professores corram menos bem e assim ganham uma semana para as preparar“.

O primeiro período terminará a 17 de Dezembro, para as férias do Natal e o segundo período estende-se de 4 de Janeiro a 18 de Março. O terceiro período, que começa a 4 de Abril, terminará a 3 de Junho (para os 9.º, 11.º e 12.º anos) e a 9 de Junho para os restantes.

Descomplicador:

O Ministério da Educação vai começar as aulas uma semana mais tarde no ano lectivo 2015/2016. Ao Panorama, Paulo Guinote, professor e cronista do Público diz que “em final de mandato não faz muito sentido mas não traz especiais problemas a ninguém a não ser ao presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) que queria férias mais curtas para os alunos“.

 

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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