40 000 refugiados acolhidos pela Europa com quotas voluntárias

Depois de uma longa reunião, que durou cerca de 12 horas, os líderes dos 28 estados membros da EU acordaram receber no velho continente 40 000 refugiados da Síria e da Eritreia. A distribuição dos emigrantes pelos estados membros será feita através de quotas voluntárias, ao contrário das quotas obrigatórias como inicialmente se propôs.

donald tuskEm conferência de imprensa, Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, anunciou ainda que a distribuição dos refugiados pelos estados membros será discutida em Julho numa reunião entre os Ministros da Administração Interna de cada país. A distribuição dos refugiados será feita ao longo dos próximos dois anos.

Mas a decisão não foi fácil de tomar e a reunião passou por momentos de alguma tensão. Matteo Renzi chegou mesmo a apelar a uma decisão rápida, recorrendo à emoção aquando da intervenção: “ou vocês estão solidários ou não nos façam perder o nosso tempo”. A Itália tem sido onde mais emigrantes tentam chegar e recorreu aos restantes países para ajudarem a resolver este problema, que consideram europeu e não exclusivamente italiano – ou do sul da Europa.

Para além destes 40 000 refugiados serão ainda reinstalados 20 000 emigrantes que se encontram em situação de emergência em África e na Ásia. As reuniões foram retomadas hoje às 9 horas da manhã.

Descomplicador:

A UE aceitou distribuir ao longo dos próximos dois anos 40 000 refugiados provenientes da Síria e da Eritreia entre os diferentes estados membros. As quotas de distribuição será voluntária e não obrigatória, como se chegou a avançar inicialmente.

Publicado por: José Pedro Mozos

22 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Socia e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Foi comentador num programa da rádio da sua faculdade sobre actualidade política; editor de música da ESCS Magazine e escreveu para o site Bola na Rede. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, é jornalista na SIC Notícias.

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