Terrorismo: dia negro para Tunísia, França e Kuwait

O mundo acordou hoje com notícias de tragédia em vários locais. Com ligações ao Estado Islâmico a serem traçadas, fica o panorama dos ataques terroristas que se fizeram sentir em França, Kuwait e Tunísia durante o dia de hoje. Têm características diferentes, mas deixam um rasto de morte impossível de ignorar.

França

Em Saint-Quentin-Fallavier, uma localidade que fica a 40 quilómetros da cidade francesa de Lyon, registou-se uma explosão com cilindros de gás numa central. A polícia já identificou o suspeito de ter matado uma pessoa e ferido outras duas: Yassin Salhi, de 35 anos, fora já investigado entre 2006 e 2008 por suspeitas de radicalismo e ligações à corrente salafista, extremo do sunismo. Embora a esposa do suspeito tenha prestado declarações em que afirmava serem apenas “muçulmanos normais”, foi encontrada uma cabeça decapitada junto do local com inscrições em árabe, assim como uma bandeira islâmica. O primeiro-ministro Manuel Valls, que se encontrava em viagem no Bogotá, já anunciou o seu regresso antecipado, lamentando que o “terrorismo islamita” tenha “atingido a França” novamente.

Tunísia

Esta tarde a tragédia teve palco também na Tunísia, numa praia na região de Sousse: um tiroteio traduziu-se em 28 mortes, maioritariamente de turistas alemães, belgas e franceses. Além das vítimas mortais, contam-se também 39 feridos. A polícia conseguiu abater um dos atacantes no local, segundo testemunhas oculares, e deteve já o outro suspeito. Também o governo tunisino considerou o ataque de origem “terrorista”.

Estado Islâmico 3

Kuwait

25 mortos e 200 feridos. É este, até ao momento, o resultado de um ataque no Kuwait contra uma mesquita xiita. O atentado foi entretanto reivindicado pelo ramo do Estado Islâmico na zona da Arábia Saudita, que identificou o autor do ataque, um bombista suicida que dava pelo nome de Abu Suleiman al-Muwahhid, conforme adiantado pela France Presse. Ao contrário da Tunísia, o Kuwait não costuma ser alvo deste tipo de ataques.

Descomplicador:

Num dia negro para o combate ao terrorismo, França, Tunísia e Kuwait viram-se palco de ataques. Pelo menos dois deles deixam a ligação ao Estado Islâmico como hipótese.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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