Comunistas gregos apelam ao voto nulo no Domingo

O partido comunista grego (KKE) está a apelar ao voto nulo no referendo do próximo domingo, no país helénico. A votação pretende perceber qual a posição do povo grego perante as propostas dos credores. Embora os comunistas gregos não queiram que estas propostas sejam aprovadas, o apelo está a ser feito para que se vote em nulo.

Esta iniciativa foi lançada pelo próprio partido e  tem gerado alguma controvérsia. A acção não passa apenas por kke votarem nulo, mas sim escrever no boletim de voto “não” às propostas dos credores e “não” ao memorando do Syriza. O KKE apela a que todos os seus eleitores votem dessa forma e há mesmo um documento, que pode ser descarregado do site do partido, para que possam votar seguindo um mesmo padrão.

O KKE acredita que “um Sim ao memorando do Syriza e um Sim à escalada da agressão contra o povo”. O partido comunista grego foi, desde o início, contra o referendo e votou contra a sua realização no passado Sábado, colocando-se ao lado dos partidos que estavam a favor das propostas dos credores.

Os comunistas gregos e o Syriza têm estado em lados opostos da barricada na maioria das questões e este caso não é excepção. Estima-se que o KKE tenha cerca de 340 000 eleitores. Assim sendo, se os eleitores seguirem a indicação do seu partido o resultado pode mesmo pender para a aprovação das propostas dos credores. A última sondagem revelava um vitória do “Não” com 54% dos votos, sendo que o “Sim” reunia 33% das intenções de voto.

Descomplicador:

O KKE, partido comunista grego, está a apelar ao voto nulo no referendo deste domingo sobre as propostas dos credores. Pode fazer-se o download de um “documento tipo” no site do partido. Caso a medida seja seguida pelos eleitores, o resultado final pode sair condicionado.

Publicado por: José Pedro Mozos

22 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Socia e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Foi comentador num programa da rádio da sua faculdade sobre actualidade política; editor de música da ESCS Magazine e escreveu para o site Bola na Rede. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, é jornalista na SIC Notícias.

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