Grécia: “As pessoas estão ansiosas, em desespero”

Um país dividido: é o que indicam as mais recentes sondagens sobre os resultados do referendo grego. Uma hora após o fecho das urnas, que se deu às 19h00 locais, as sondagens apontam uns renhidos 51,5 por cento a favor do “não” às medidas propostas pela União Europeia contra os 48,5 que querem que as medidas de austeridade continuam a ser aplicadas no país. O referendo conta, pelos números divulgados de momento, com uma elevada participação de cerca de 65 por cento dos votantes – o mínimo necessário para validar o referendo seria de 40 por cento.

Varoufakis

De notar é que há poucos dias os resultados davam uma maior vantagem ao lado do “não”, tendo mesmo sido esclarecido que as sondagens que atribuíam uma vitória ao “sim” teriam sido desmentidas. Na última quinta-feira, as sondagens davam uns 9 por cento de avanço ao “não” bem diferentes dos 2 por cento que agora se apontam.

E o que pensam os gregos? Anna Maria Koursou, estudante universitária grega, afirma em declarações ao Panorama que as pessoas se sentem “ansiosas, com medo” num clima de “desespero”. Para a jovem, o “sim” ganhou vantagem nos últimos dias e isso pode dever-se às “imagens transmitidas pelos média”, principalmente através da televisão.

ACTUALIZADO: com os terceiros resultados oficiais, com 17,31 por cento dos votos apurados, o “não” tem uma vantagem maior sobre o “sim”, com 60,39 por cento contra 39,61 por cento. Estes resultados divulgados pelo Ministério do Interior da Grécia aproximam-se assim das sondagens iniciais da passada semana.

Descomplicador:

As urnas fecharam às 17h00 em Lisboa e as primeiras projecções apontam para uma curta vantagem do “não” (51,5 %) sobre o “sim” (49,5 %). Pouco passava das 18h00 lisboetas quando os primeiros resultados oficiais foram apurados: com 10% dos votos contados, o “não” alcançava os 59,96% contra os 40,04% do “sim”.  Neste momento, o “não” adianta-se na votação, com 60,39 por cento dos votos.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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