Henrique Neto diz que Nóvoa sem apoio aumenta a verdade e critica falta de estratégia

Henrique NetoHenrique Neto mostrou-se satisfeito caso o Partido Socialista opte por não apoiar nenhum candidato para as eleições presidenciais, como falou o presidente do partido, Carlos César, afirmando que “uma decisão dessas aumenta a verdade dentro do PS”. Henrique Neto foi um adepto das primárias e critica agora os “acordos prévios” para as Presidenciais.

O empresário que apresentou a sua candidatura independente em Março disse ainda não saber se “é melhor ou pior para mim, não faço ideia, mas é bom que se faça porque é correto fazer-se”, referindo-se ainda ao apoio e acrescentando que “como é natural nestas coisas muita gente no PS não concordou com o candidato que o partido escolheu, porque a legitimidade para o fazer foi de o secretário-geral aparentemente ter engraçado com a cara dele”.

O candidato presidencial falou ainda da falta de mediatismo, dizendo que “em vez de gastar dinheiro a espalhar uns cartazes com a minha cara, prefiro discutir ideias”, mas agradecendo à imprensa o interessa na candidatura, que começou por criticar inicialmente, poucas semanas após a apresentação da sua intenção.

“Não há um único partido que apresente uma estratégia para o País”

Henrique Neto João Salgueiro Luis Campos e Cunha Eurico Brilhante DiasEntretanto, Henrique Neto promoveu um debate para discutir se os programas eleitorais dos partidos apontam uma estratégia para a saída da crise, que juntou Eurico Brilhante Dias, João Salgueiro e Luis Campos e Cunha, afirmando que “nenhum partido aponta uma estratégia para o país”, critica que referiu também na entrevista ao Panorama.

“Não concebo que um partido politico faça o seu programa sem dedicar uma página que seja à apresentação da sua estratégia para o País. Sem isso não consigo entender como podem fazer cumprir o seu programa”, criticou Henrique Neto, salientando a necessidade dos partidos incluírem um plano estratégico para fazer cumprir os seus programas eleitorais, que funcione enquanto base para o crescimento económico do país.

O candidato deu o exemplo do Japão que, em 1946, definiu que a estratégia para o crescimento do país passaria pela aposta na tecnologia, um conceito revisto em 1956, que passou a estar centrado na inovação tecnológica e pautou o desenvolvimento do país até à actualidade.

Henrique Neto quer renegociação das PPP

O candidato presidencial disse também em entrevista ao Panorama que semanalmente iria começar a entregar aos partidos um conjunto de documentos a defender uma série de posições da sua candidatura. Um dos primeiros temas foram as Parcerias Público Privadas.

Henrique Neto defende assim a renegociação de “todos os contratos de negócios entre o estado e privados, e, caso se verifique para o estado um custo contratualizado superior ao que teria lugar em condições de financiamento actuais e justas, o estado opte por resgatar tais contratos em nome da equidade e do combate ao défice excessivo, pagando aos privados o valor líquido dos seus investimentos por um valor actualizado em função dos retornos previstos”.

Descomplicador:

O candidato presidencial Henrique Neto defendeu que o “não apoio do PS a um candidato presidencial só trataria mais verdade ao partido”, criticando os “acordos prévios”. Recentemente, Henrique Neto criticou também a falta de uma estratégia para o país nos programas eleitorais dos partidos.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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