Ponto de situação: Partidos preparam listas de deputados

As listas para os candidatos a deputados para a Assembleia da República estão a ser preparadas pelos partidos que as esperam apresentar até ao final do mês de Julho. O LIVRE/Tempo de Avançar levou a cabo umas primárias e tem já os seus candidatos escolhidos, mas os restantes partidos precisam de conjugar vontades e quotas para terem as suas listas prontas a serem aprovadas. O Panorama traça um ponto de situação daquilo que é conhecido.

PSD – CDS

Portugal à FrenteA coligação é um dos casos mais interessantes desta fase de pré-campanha. Negociar os lugares e os cabeças-de-lista não é fácil não só entre os partidos de Passos Coelho e Paulo Portas mas também entre as distritais dos dois partidos que lutam para colocar nomes da sua confiança e ligados ao distrito.

Para já ao que tudo indica Passos Coelho e Paulo Portas vão integrar as listas do distrito de Lisboa o que liberta teoricamente um cabeça-de-lista em Aveiro, que estaria reservado para o líder do CDS e outro em Vila Real, que estaria guardado para Passos Coelho.

O que surgiu para já na imprensa é que Miguel Macedo, cabeça-de-lista por Braga em 2011 vai ficar de fora devido ao caso dos Vistos Gold e segundo o Expresso esse lugar será ocupado ou pelo actual Ministro da Defesa, Aguiar Branco, ou então numa aposta da direcção nacional do partido, pela Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. Braga é o terceiro distrito com mais importância eleitoral para o PSD/CDS.

Ao que o Diário de Noticias revelou também, as listas da coligação não irão incluir nomes de autarcas, uma medida semelhante à tomada por Passos Coelho em 2011 e que pode até fazer aprovar no Conselho Nacional de Sexta-Feira um “Perfil de candidato a deputado”, com algumas indicações, iniciativa que foi já tomada pelas distritais de Santarém e Aveiro. Recorde-se ainda que a JSD e os Trabalhadores Sociais Democratas podem também em cada distrito indicar um nome.

Nas regiões autónomas, o Partido Social Democrata e o CDS estão próximos de oficializar também o acordo, embora a maior questão a resolver seja o facto do CDS ser o maior partido de oposição a Miguel Albuquerque, líder regional. O circulo da Madeira elege seis deputados e quatro são actualmente do PSD e um do CDS. O acordo ainda não foi no entanto oficialmente aprovado.

Nos Açores, onde o PSD e o CDS não concorrem coligados, o CDS juntou-se ao Partido Popular Monárquico, numa cerimónia onde esteve presente o líder do partido, Paulo Portas. José Félix Rodrigues será o cabeça-de-lista pelos Açores, esperando Paulo Portas que este ano o CDS consiga eleger um deputado já que em 2011 ficou a 600 votos de garantir esse lugar.

PS

Partido Socialista PSO Partido Socialista tem como maior desafio conjugar os nomes ligados a António Costa e os nomes ligados a António José Seguro, alguns que se mantiveram até nos principais orgãos de discussão do partido como o Conselho Nacional ou o Gabinete de Estudos.

No entanto ao que revela o Observador, António Costa deu instruções para não cortar os “seguristas”, dando uma imagem de abrangência e união no partido. Actualmente cerca de 20 deputados estão ligados a António Seguro, incluindo Maria de Belém que poderá encabeçar o distrito do Porto e ainda Alberto Martins que poderá ser nº1 em Coimbra.

Para António Costa o PS é um “partido de camaradas” e é por isso que não deverão existir “cortes a direito”. Álvaro Beleza e Eurico Brilhante Dias devem também integrar as listas de candidatos a deputados. António Costa quer também que metade das cabeças-de-lista sejam mulheres.

No PS sabe-se já que Carlos César vai encabeçar a lista correspondente ao circulo eleitoral dos Açores, sendo um forte candidato a presidente da Assembleia da Republica.

PCP – PEV

CDUO Partido Comunista e o Partido Ecologista Os Verdes adiantaram já os cabeças-de-lista da Coligação Democrática Unitária (CDU). Jerónimo de Sousa avança pelo circulo de Lisboa e Jorge Machado pelo circulo do Porto. Francisco Lopes, ex-candidato presidencial será cabeça-de-lista por Setúbal, enquanto outros nomes conhecidos da CDU serão também nº1, como Ilda Figueiredo por Viana do Castelo, António Filipe por Santarém e João Oliveira, actual líder parlamentar, por Évora.

BE

Bloco EsquerdaO Bloco de Esquerda será um dos partidos com mais mexidas nas suas listas. Catarina Martins, actual porta-voz do partido, será cabeça-de-lista pelo Porto, enquanto a jovem deputada Mariana Mortágua será nº1 por Lisboa, relegando Pedro Filipe Soares, líder parlamentar, para nº2.

José Soeiro será o nº2 pelo Porto, deputado que entrou novamente no Parlamento após a saída de João Semedo. Deputados como Luís Fazenda, Cecília Honório e Helena Pinto não se irão recandidatar, promovendo assim uma renovação das listas bloquistas.

Noutros distritos, como Setúbal, será Joana Mortágua a encabeçar a lista e José Manuel Pureza, ex-líder parlamentar, será novamente nº1 em Coimbra, onde há quatro anos atrás falhou a eleição. Noutros distritos, serão dirigentes distritais a encabeçar as listas do Bloco de Esquerda.

Outros

LivreNos partidos sem representação parlamentar, o LIVRE/Tempo de Avançar divulgou já todos os seus candidatos, sendo que Rui Tavares e Ana Drago serão respectivamente nº1 e nº2 por Lisboa e o advogado Ricardo Sá Fernandes o nº1 pelo circulo eleitoral do Porto. As listas completas estão disponíveis AQUI.

O Nós, Cidadãos! tal como revelado ao Panorama só vai apresentar as suas listas no fim do mês de Julho, não sendo para já conhecidos mais detalhes acerca da composição das mesmas.

Descomplicador:

Os partidos estão a ultimar as listas de candidatos a deputados para as próximas legislativas. As directrizes estão já definidas e o Bloco de Esquerda será um dos partidos que mais mexidas vai fazer face ao ano de 2011. O PS está a conjugar as vontade de António Costa e Seguro.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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