Armando Vara deve ir para casa hoje

Armando Vara deve ser libertado hoje com a obrigação de usar pulseira eletrónica. O ex-ministro socialista e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos passou os dois últimos dias detido pela Polícia Judiciária, após ter sido detido no âmbito da Operação Marquês e indiciado pelos crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção passiva.

Armando VaraO alegado envolvimento do ex-ministro nos negócios que levaram José Sócrates à prisão de Évora no passado mês de novembro remonta a 2006, aquando da compra pelo consórcio Turpart de 75% da empresa Vale do Lobo, Resort Turístico de Luxo SA. Foi, na altura, aprovado na CGD um empréstimo de 194 milhões de euros tendo em vista a realização do negócio. Armando Vara vê-se envolvido na polémica por ser à data administrador da CGD responsável pela pasta de envolvimentos na zona sul de Portugal e por se ter tornado acionista de 25% da empresa com uma empresa sua, a Wolfpart.

De recordar que em 2007 foi José Sócrates que aprovou em Conselho de Ministros as alterações que permitiram a realização do negócio e a construção de Vale do Lobo, através de mudanças no Plano de Ordenamento do Território para o Algarve (PROTAL). Sócrates está envolvido nesta teia de negociações porque as transferências feitas no âmbito da construção, feita pelo grupo Lena, foram parar a contas offshore suíças em nome de Carlos Santos Silva, indiciado também na Operação Marquês e ligado a José Sócrates em diversos negócios e pagamentos.
A medida de coação ficou imposta pelo juiz Carlos Alexandre na sexta-feira passada. Armando Vara fica assim obrigado a ficar em prisão domiciliária com pulseira eletrónica e proibido de contactar os restantes suspeitos no processo. O ex-ministro foi interrogado durante cerca de quatro horas aquando da sua detenção, na quinta-feira passada.

Descomplicador:

Armando Vara vai hoje para casa com pulseira eletrónica, após dois dias detido por estar indiciado pelos crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção passiva no âmbito da Operação Marquês.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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