Costa a meio caminho entre Syriza e “direita radical” da coligação

António Costa disse hoje aos jornalistas, no fim de uma sessão de homenagem a Mariano Gago, que é positivo ter-se chegado a um acordo quanto à situação grega, e se tal aconteceu é porque “houve boas razões para haver acordo”. Para o líder socialista, até aqui a zona euro encontrava-se “numa trajetória muito perigosa, em que a direita mais radical, onde se filia o nosso Governo, fez tudo o que estava ao seu alcance para expulsar a Grécia do euro”.

António CostaNo entanto, Costa também não defende a estratégia utilizada pelo Syriza, que “deu no que deu”, e demarca-a da que o Partido Socialista pretende seguir: é diferente, porque não assenta numa lógica de confrontação, tendo antes como base uma lógica de alianças para o reforço da zona euro”.  Em tom pacificador no que à zona euro diz respeito, o socialista sublinhou que a expulsão da Grécia representaria “o fim do euro e provavelmente o fim da nossa presença no euro”, e portanto embora o acordo alcançado não seja pefeito, espera que “agora seja possível estabilizar a zona euro para nos centrarmos no que é fundamental e prioritário, que é um novo impulso para a convergência”.

António Costa falou ainda aos jornalistas da atual equipa de Jean Claude-Juncker, apoiando a união dentro da zona euro: “O mais importante na raiz da fundação da Europa são os valores da paz, da democracia, da liberdade e da solidariedade. O euro, como no passado a União Aduaneira, é um instrumento. Os verdadeiros valores são civilizacionais”. Por isso, concluiu o candidato a primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas, é importante que as decisões europeias se baseiem em cimeiras  e estratégias políticas e não em “tecnicalidades dos ministros das Finanças”.

Costa tinha este ano, em entrevista ao Observador, sublinhado esta veia europeísta que se pretende do PS, afirmando que que um combate na Europa feito “não de uma forma tonta, como o Syriza, mas de uma forma inteligente, construtiva, de uma forma positiva”.

 Descomplicador:

Costa disse hoje aos jornalistas que até ao acordo a direita radical queria expulsar a Grécia do euro, mas que também não concorda com a estratégia do governo grego.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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