António Costa avisa que “é preciso fazer diferente”

O líder dos socialistas apresentou as medidas que pretende tomar para aumentar os “rendimentos diponíveis das famílias” e fez questão de destacar que um Governo do PS não aplicará as mesmas medidas que anteriores executivos do mesmo partido aplicaram.

António CostaAntónio Costa recusou entrar na discussão sobre se a economia portuguesa estaria ou não condenada, independentemente do surgimento da crise internacional de 2008: “essa pergunta poderá ter utilidade para os historiadores, mas verdadeiramente não tem utilidade práctica para nenhum de nós”, justificou. “O que importa é o que efectivamente aconteceu”, defendeu o secretário-geral do PS. Sublinhando ainda a importância de seguir um caminho diferente não apenas deste governo mas também de anteriores executivos, António Costa concluiu que “o tempo não volta para trás e, portanto, não estamos nem voltaremos a estar nas condições de 2007, nem são repetíveis as virtudes ou a vicissitudes que ocorreram em 2007”.

E o que é então “fazer diferente”? O líder socialista explica que é necessário atacar na raiz os problemas que limitam o quadro de competitividade nacional, já que para o ex-Presidente da Câmara de Lisboa “o que bloqueia” o país é a dificuldade que a sua estrutura económica tem para se adaptar a novos quadros de competitividade.

As críticas ao executivo de Passos Coelho também fizeram parte do discurso do líder socialista. António Costa considera que não se devia ter acreditado “numa austeridade expansionista” como fez este Governo. “São necessárias reformas estruturantes” para que se evite a “estagnação” que se tem sentido no país “desde 2000 até hoje”. O secretário-geral do PS considera que desde então se tem vindo a alternar “crescimento residual com anos de recessão”, concluindo que esse não deve ser o caminho a seguir.

Descomplicador:

António Costa esteve hoje numa conferência da TSF e da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, em Lisboa. Na sua intervenção salientou que na próxima “é preciso fazer diferente” daquilo que tem sido feito não só por este Governo mas também por anteriores executivos socialistas.

Publicado por: José Pedro Mozos

22 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Socia e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Foi comentador num programa da rádio da sua faculdade sobre actualidade política; editor de música da ESCS Magazine e escreveu para o site Bola na Rede. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, é jornalista na SIC Notícias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *