Hollande quer reformular zona euro com “Governo” europeu

François Hollande vai apresentar no outuno um conjunto de propostas para estabilizar a zona euro. A intenção do presidente francês é criar uma “vanguarda” entre os países onde a moeda única é utilizada, formada pelos originais fundadores da Comunidade Económica Europeia – França, Alemanha, Itália, Bélgica, Luxemburgo e Holanda – e por Espanha. O objetivo é evitar a implosão do euro, dado que os diferentes ritmos de crescimento económico entre os países da Europa são considerados por Hollande um risco.

François HollandeAlém desta proposta, que se concretizaria num Governo europeu com maior protagonismo para França e Alemanha, a França propõe outras reformas que visam uma centralização das decisões europeias. Hollande apoia a criação de Parlamento e orçamento comuns aos países que aderirem. Os futuros estados membro devem, além de aderir por sua vontade ao projeto, preencher requisitos económicos, financeiros e sociais.

Mas as medidas não ficam por aqui: de acordo com o diário espanhol El País, haverá também planos para estabelecer um salário mínimo comum e uma convergência fiscal sobre as empresas nos países líderes do novo projeto. Também se fala de um Fundo Monetário Europeu – proposta que Pedro Passos Coelho também referiu este ano, numa conferência em Florença – e uma união bancária no novo projeto, para que haja uma “intervenção rápida e de solidariedade” entre estes países. A ideia parece ser uma reação às consequências da atual crise nos países europeus, nomeadamente na Grécia, e segundo Clement Beaune, assessor do ministério da Economia francês, será necessário “mudar os tratados” para a sua concretização ser possível.

O El País avança que as conversações com a Espanha e a Itália já começaram e a iniciativa deve ser oficialmente proposta em setembro, estando assim as discussões planeadas para outubro.

Descomplicador:

François Hollande avança com uma série de propostas para centralizar as decisões daquela que seria uma nova zona euro. Entre as propostas encontra-se a criação de um Governo comum, um orçamento comum e possíveis convergências fiscais e salariais.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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