Rui Machete não sabe quantos terroristas portugueses estão em zonas de conflito

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, revelou esta terça-feira que não sabe exatamente quantos terroristas portugueses se encontram em zonas de conflito no estrangeiro. A explicação é que a maior parte desses indivíduos que emigraram para a Síria e o Iraque não vivia em território português, mas noutras comunidades, pelo que o controlo é difícil de manter. Outra razão é que quando estes terroristas não voltam para Portugal, é mais complicado contabilizar.

No entanto, Rui Machete assegura que o número de terroristas portugueses é “bastante” inferior ao de 126 espanhóis em igual situação. Este não é, para o ministro, motivo de descanso: “É menos grave em termos quantitativas em relação aos combatentes estrangeiros. Mas é sempre preocupante porque um ou dois terroristas podem fazer uma diferença enorme. Por isso, não se pode dizer que estamos indemnes ao terrorismo. Isso não é verdade. Felizmente não temos detetado até agora casos graves”.

Estado Islâmico

Rui Machete, que falava num encontro ministerial em Madrid, no contexto da reunião do Comité Contra o Terrorismo do Conselho de Segurança da ONU, lembrou que Portugal tem aspetos a melhorar no combate ao terrorismo, mas que já tem trabalhado nesse sentido. Portugal adotou recentemente legislação, após uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que visa criminalizar condutas terroristas: atualmente, a legislação já prevê casos de candidatos a terroristas que voltam ao país de origem e que depois de uma pausa temporal regressam aos conflitos e esta ação é criminalizada.

A comparação com o país vizinho surgiu porque Espanha apresentou o seguinte ponto de situação: dos 126 cidadãos que se deslocaram para zonas de conflito, 25 morreram, 61 encontram-se ainda no exterior e 25 voltaram para o país de origem. Desses 25, 15 estão presos e 10 em liberdade.

Descomplicador:

Rui Machete explicou numa reunião esta terça-feira que não conhece os números de terroristas portugueses no estrangeiro, mas que estes são inferiores ao de Espanha.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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