Ribeiro e Castro opina sobre listas da coligação e diz que CDS é a 19ª distrital do PSD

Ribeiro e CastroO ex-Presidente do CDS, José Ribeiro e Castro já anunciou a sua saída do Parlamento e cumpre nestes dias os seus últimos dias oficiais enquanto deputado da nação. No blog para o qual escreve, Avenida da Liberdade, Ribeiro e Castro dedicou uma série de oito textos às listas da coligação onde começa por dizer que o CDS se transformou na “19ª distrital do PSD”, criticando a actuação de Paulo Portas.

O primeiro texto é dedicado precisamente à actuação de Portas na escolha dos candidatos, onde diz que “todos os que terão hipótese de vir a ser deputados na próxima legislatura foram escolha directa de Paulo Portas”, que se comportou assim “como se fosse o comandante de mais uma distrital do PSD”.

No segundo texto, intitulado “autoritarismo, puro e duro”, Ribeiro e Castro critica a não existência de um regulamento de escolha de deputados, que fixa as indicações para as distritais e aquilo que é considerado a quota nacional, falando ainda dos seus tempos de Presidente onde “defini que o Presidente só teria o poder de designar até 1/3 do previsível grupo parlamentar (isto é, 1/3 dos “elegíveis”)”.

Ribeiro e Castro criticou o facto de “a quota nacional corresponder a 100%” das escolhas de Paulo Portas, acrescentando ainda num outro artigo que “as escolhas da coligação, afastando uns e chamando outros, deveram-se a critérios que não têm a ver com a qualidade”, referindo como dois exemplos o afastamento de Pedro Saraiva do PSD e de Teresa Anjinho do CDS.

Ribeiro e CastroA questão de Santarém, que o Panorama deu conta na noite em que foram conhecidas as listas da coligação Portugal à Frente, também foi aflorada por Ribeiro e Castro, onde mostra estranheza pelo facto de ter sido dada carta branca a Paulo Portas para escolher um nome, sendo conhecido até ao momento apenas o “perfil” da candidata. O ex-líder dos centristas lamenta ainda o facto da sua carta dirigida ao Conselho Nacional não ter sido tida em conta.

A série de oito textos dedicadas a este temática termina com a proposta das eleições primárias, onde Ribeiro e Castro afirma que “a experiência de primárias feita pelo Livre/Tempo de Avançar podia ter inspirado, mas o sistema preferiu uma vez mais o poder no quiosque à representatividade expressiva da democracia”, concluindo ao dizer que “um dia, a casa vem abaixo”.

Descomplicador:

José Ribeiro e Castro, ex-Presidente do CDS dedicou uma série de textos às listas da coligação PSD/CDS onde entre outros diz que o CDS se transformou “na 19ª distrital do PSD”, criticando ainda o facto de Paulo Portas ter sido responsável pela escolha de todos os lugares elegíveis.

 

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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