Merkel reage a desastre no Mediterrâneo comparando-o à Grécia

O problema da migração ilegal na Europa começa a parecer cada vez mais uma prioridade. Desta vez foi a chanceler alemã, Angela Merkel, que chamou as atenções, referindo que o flagelo vai “ocupar mais” os europeus do que “a Grécia ou a estabilidade do euro”.

As declarações da líder alemã surgem na sequência do apelo a uma ação urgente do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, que na passada sexta-feira afirmou que o problema é a mais grave crise deste a II Guerra Mundial. É também de recordar que no mesmo dia a Organização Internacional para os Migrantes (OIM) apontou para números que ultrapassam os 2.300 mortos a tentar atravessar o Mediterrâneo desde o início do ano.

Angela MerkelNa passada sexta-feira, a Marinha italiana encontrou 40 cadáveres de imigrantes ilegais no porão de um barco de pesca sobrelotado, a sul de Lampedusa. A Marinha anunciou através do seu Twitter a tragédia, com a seguinte mensagem: “Operação de socorro num barco. Numerosos imigrantes socorridos. Pelo menos 40 mortos”.

O comandante Massimo Tozzi, do patrulheiro “Cigala Fulgosi”, confirmou que sobreviveram à tragédia 319 passageiros. O barco começava a afundar-se quando chegou a ajuda. Os mortos terão sido encontrados no porão, asfixiados por terem inalado carburante.

Segundo relatos de imigrantes que chegaram a Itália, é hábito serem colocados nos porões os imigrantes que tiverem pagado menos pela travessia, normalmente procedentes da África subsaariana. Neste local, torna-se mais fácil a morte dos passageiros, tanto por asfixia como por afogamento, já que se encontram numa posição menos privilegiada.

Descomplicador:

Angela Merkel reagiu hoje às últimas tragédias que envolvem a imigração ilegal na Europa, considerando este flagelo mais preocupante do que a situação grega.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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