Grécia paga 3,4 mil milhões ao Banco Central Europeu

A Grécia pagou esta quinta-feira parte da sua dívida ao Banco Central Europeu, no valor de 3,4 mil milhões de euros em obrigações. Estas obrigações foram compradas entre 2010 e 2012, num programa de compra de dívida pública lançado pelo BCE.

tsiprasA instituição é agora a principal credora de Atenas, que ainda tem 23 mil milhões de euros para amortizar ao banco em cinco anos. No entanto, este ano não precisará de pagar mais dívida ao BCE e ao Eurosistema. As dívidas que Atenas vai amortizar até ao fim do dia são para com o FMI, a quem vai pagar pelos empréstimos até dia 21 de dezembro, em quatro tranches. No total, esse valor chegará aos 3,2 mil milhões de euros.

O pagamento realizado esta quinta-feira ao BCE foi possível com o novo empréstimo do Mecanismo Europeu de Estabilidade que deriva da aprovação do terceiro resgate. Foram disponibilizados, no total, 13 mil milhões de euros ao país governado por Alex Tsipras. Para mais, Atenas recebeu também 10 mil milhões de euros com o fim de recapitalizar os seus bancos e vai receber mais 3 mil milhões de euros nos próximos dois meses.

Até ao fim do ano, a Grécia terá recebido, em total, 41 mil milhões de euros concedidos pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade. Já em 2018, e conforme o acordo a que chegou em agosto, chegará a um valor total de 86 mil milhões de euros, embora os contributos não estejam ainda definitivamente divididos.

A Grécia tinha pago, a 20 de julho, um montante de 4,2 mil milhões de euros ao BCE, a juntar a outros 2 mil milhões de euros em dívidas ao FMI. Na altura, o país helénico recebera também fundos do Mecanismo Europeu de Estabilidade, no valor de 7,2 mil milhões de euros.

A concessão do montante que chegou a Atenas foi possível após a aprovação do terceiro resgate no parlamento alemão, esta quarta-feira, por uma ampla maioria dos votos.

Descomplicador:

A Grécia recebeu dinheiro acordado no terceiro resgate e começou a amortizar dívidas ao Banco Central Europeu. O mesmo acontecerá até ao fim do ano com o FMI.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *