Bolsa de Xangai continua a cair

O pânico que a queda na bolsa de Xangai provocou nesta terça-feira um pouco por todo o mundo continua a aumentar. A volatilidade regressou a níveis iguais aos do verão de 2011, na altura mais crítica da crise de dívida soberana na zona euro, e o índice de pânico financeiro ligado ao Eurostoxx já aumentou em 127% desde o início do mês de agosto.

Depois de uma segunda-feira em que a bolsa de Xangai perdeu 8,46%, esta terça-feira o índice composto perdeu 7,63%. A perda registou-se mesmo depois de esta terça-feira o sistema bancário chinês ter recebido uma injeção de liquidez de 250 mil milhões de yuan, ou 34 mil milhões de euros. Agora, o Banco Popular da China vai cortar a taxa diretora de juros em 25 pontos.

Bolsa Xangai

No fim de junho deu-se a mesma situação, com outro corte de 25 pontos – como já aconteceu por cinco vezes desde novembro de 2014. Para mais, o Banco Popular da China decidiu também cortar em 25 pontos a taxa de remuneração de depósitos nos seus cofres. Assim, o banco tenta desencorajar quem deposita a deixar o dinheiro parado ao invés de fazer os depósitos circular.

O Banco Popular da China vai ainda baixar em 50 pontos base a reserva obrigatória para os bancos chineses, em mais uma medida que visa fazer com que o dinheiro circule.

Com as informações de queda desta terça-feira, compara-se já o momento que a principal bolsa chinesa está a viver com a crise americana de 1929.

No entanto, para além de nesta terça-feira o resto das bolsas asiáticas não terem sido contagiadas pelas perdas – exceto a bolsa de Tóquio, com perdas na ordem dos 4 por cento -, também as bolsas europeias e Wall Street abriram de forma positiva.

Descomplicador:

A bolsa de Xangai, a principal bolsa chinesa, encontra-se num momento de perda que já levou o Banco Popular da China a tomar medidas para assegurar a liquidez e a circulação de dinheiro no mercado.

 

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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