Áustria pede mais dinheiro europeu para quem receber refugiados

Em novo desenvolvimento na crise de refugiados europeia, a Áustria está agora a tomar posição no que toca aos fundos europeus. A ministra do Interior do país, Johanna Mikl-Leitner, defendeu uma ideia de “responsabilidade solidária” em que países que não queiram receber refugiados recebam menos ajuda financeira da União Europeia. Em entrevista à televisão pública alemã, a governante considerou uma “ilusão” os esforços para evitar a imigração ilegal através dos muros e vedações que têm surgido em diversas fronteiras.

imigrantesA crise da imigração tem dado origem a várias propostas para acalmar o fenómeno. A Comissão europeia propôs recentemente um sistema de quotas que divida os refugiados pelos vários estados membro, mas a proposta foi rejeitada. A própria Áustria tem reforçado a proteção das suas fronteiras, tendo este domingo apertado o controlo nessas áreas. No entanto, Johanna Mikl-Leitner negou que o país esteja assim a violar as normas de livre circulação dentro da Europa previstas pelo acordo de Schenguen.

Também o diretor-geral de Segurança Pública do ministério do Interior, Konrad Kogler, defendeu a medida: “Desde que aplicámos estas medidas que acordámos com a Alemanha, a Hungria e a Eslováquia, já conseguimos apanhar mais de 200 refugiados nestes veículos e já detivemos cinco traficantes.”

Descomplicador:

A Áustria defendeu esta segunda-feira que os países que receberem refugiados devem receber mais ajuda financeira da União Europeia do que os que estiverem reticentes. No entanto, foi este domingo que a própria Áustria decidiu apertar o controlo nas suas fronteiras.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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