Novo Banco: Banco de Portugal cancela negociações com a Anbang

O Banco de Portugal e o grupo chinês Anbang não chegaram a acordo para a venda do Novo Banco. Depois de longas negociações não foi possível chegar a entendimento. O Banco de Portugal irá agora prosseguir as conversações com o fundo norte-americano Apollo, o segundo finalista no processo de venda do Novo Banco.

A Anbang encontrava-se na linha da frente para poder garantir a aquisição do Novo Banco, mas o prazo final para se chegar a um acordo era o dia de ontem e não houve luz verde. Na manhã desta terça-feira o supervisor confirmou o não entendimento entre as duas partes em comunicado: “por não ter sido alcançado um acordo, o Banco de Portugal decidiu hoje terminar aquelas negociações”.

Novo BancoAs conversações vão ser agora encetadas com o grupo norte-americano Apollo, que já comprou a seguradora Tranquilidade. Apesar de os norte-americanos oferecerem menos dinheiro não impõem tantas condicionantes futuras como o grupo chinês. A proposta da Apollo é válida até ao último dia de setembro, pelo que o prazo para negociar directamente com este fundo pode ser prolongado como o foi no caso da Anbang.

Caso estas negociações também não cheguem a bom porto existe ainda um terceiro concorrente: os chineses da Fosun, que já detém a seguradora Fidelidade em Portugal. E o Banco de Portugal fez questão de ressalvar isso mesmo: “a proposta vinculativa entregue pelo terceiro potencial comprador permanece integralmente válida”.

Estamos assim na recta final de um longo processo e o anúncio do comprador, apesar de não ter sido feito no prazo estipulado por Carlos Costa -fim do mês de agosto -, pode estar para breve.

Recorde-se que o processo de venda do Novo Banco decorre há nove meses e passou por diversas fases: uma primeira fase em dezembro de 2014, em que se pediam manifestações de interesse na compra do banco, que contou com 17 intenções, das quais o Banco de Portugal validou 15; uma segunda etapa, em março, na qual se confirmava a intenção de compra e onde o número de entidades interessadas caiu para nove; destas, apenas sete apresentaram em abril propostas não vinculativas, das quais o Banco de Portugal só aceitou cinco; no fim do mês de junho o número ficou reduzido a apenas três finalistas. No dia 7 de Agosto foram apresentados as três propostas finais.

Descomplicador:

Falharam as negociações para a venda do Novo Banco à seguradora chinesa Anbang. Depois de longas conversações, que se intensificaram ontem, o supervisor anunciou esta terça-feira o cancelamento das negociações com o grupo chinês. O Banco de Portugal vai agora prosseguir com as negociações com o fundo norte-americano Apollo.

Publicado por: José Pedro Mozos

22 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Socia e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Foi comentador num programa da rádio da sua faculdade sobre actualidade política; editor de música da ESCS Magazine e escreveu para o site Bola na Rede. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, é jornalista na SIC Notícias.

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