Câmara de Lisboa cria rede de acolhimento e fundo para refugiados

Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa (CML), anunciou esta terça-feira que a autarquia vai criar um fundo de dois milhões de euros para apoiar os refugiados que chegarem à cidade. O fundo vai ser gerido por outras instituições, como a Santa Casa da Misericórdia, o Conselho Português para os Refugiados e a Cruz Vermelha.

Fernando Medina fez este anúncio quando se encontrava no seu espaço de comentário na TVI24, o 21ª hora. Para o socialista, estes apoios, que se concretizam em ajudas de “alojamento temporário, alimentação, cuidados de saúde e cuidados de educação”, servem para que se possa dar “respostas básicas e fundamentais à crise humanitária”.

imigrantesO autarca socialista reforçou na sua intervenção que “este é o momento de responder à crise humanitária e este é o momento de agir”.

De recordar que embora Pedro Passos Coelho tenha disponibilizado acolhimento para cerca de 1400 refugiados em Portugal, a Presidente do Conselho Português para os Refugiados, Teresa Tito de Morais, considera que Portugal tem capacidade para acolher outros 1500 imigrantes. Portugal vai receber 39 milhões da União Europeia para reforçar o apoio aos refugiados que chegam. A chegada não deverá acontecer até outubro, mas o município de Vilha Velha de Rodão mostrou-se também disponível para acolher 5 a 3 famílias.

O problema da imigração tem marcado a Europa este verão. Depois das tentativas de milhares de pessoas de passarem o canal de Callais, soube-se esta terça-feira  que os imigrantes oriundos da Hungria que tentavam passar para Viena foram impedidos de o fazer, à falta de passaportes e documentos válidos. Também a Áustria tem mostrado posições contraditórias sobre o assunto: a ministra do Interior do país propõe que quem se mostre relutante a receber refugiados receba menos dinheiro da União Europeia, um dia depois de ter reforçado a vigilância nas suas fronteiras.

Descomplicador:

A Câmara Municipal de Lisboa vai criar um fundo de dois milhões de euros para acolher refugiados, que devem começar a chegar em Outubro. O fundo vai ser gerido em articulação com instituições como a Santa Casa da Misericórdia.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *