Pires de Lima garante que Novo Banco não compromete o défice

O Ministro da Economia assegurou hoje em conferência de imprensa que a venda do Novo Banco não irá comprometer a meta do défice para este ano. Pires de Lima garantiu não existir “qualquer risco” de a venda do Novo Banco alterar as metas do governo e mostrou-se optimista em relação ao défice: “estou muito confiante em que no final do ano as nossas contas externas estarão positivas e apresentaremos um défice inferior a 3%”. Recorde-se que o objectivo estabelecido pelo governo foi de 2,7%.

António Pires de LimaApesar de se mostrar seguro em relação as metas, Pires de Lima ressalvou que é “desejável que o Novo Banco venha a conhecer mais cedo do que tarde aquele que será o seu futuro accionista”. Para o Ministro da Economia “nenhuma instituição com a relevância para economia que tem o Novo Banco ganha em viver em incerteza accionista durante muito tempo”.

Numa conferência de imprensa que visava fazer o balanço das actividades da Instituição Financeira de Desenvolvimento, o assunto que dominou as perguntas foi sobretudo a venda do Novo Banco. Apesar de considerar importante que “o epílogo seja o mais breve possível”, Pires de Lima deu um voto de confiança ao Banco de Portugal e ao seu governador, Carlos Costa: “as coisas também têm de ser bem feitas e eu confio totalmente na capacidade do senhor governador e no Banco de Portugal para conduzirem este processo de forma competente e diligente”.

Foi ontem conhecida a decisão do Banco de Portugal de cancelar as negociações com a seguradora chinesa Anbang para a venda do Novo Banco e de encetar conversações com o segundo finalista. Numa primeira fase acreditou-se que se tratava dos norte-americanos da Apollo, mas ao longo do dia de ontem confirmou-se que quem se encontrava agora a negociar directamente com o Banco de Portugal era o grupo chinês da Fosun. Perante esta situação Pires de Lima garante que a meta do défice não está comprometida apesar do atraso das negociações.

Descomplicador:

Pires de Lima assegurou hoje, em conferência de imprensa, que o atraso das negociações para a venda do Novo Banco não põe em causa o cumprimento da meta do défice estipulada pelo governo – 2,7%.

 

 

 

Publicado por: José Pedro Mozos

22 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Socia e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Foi comentador num programa da rádio da sua faculdade sobre actualidade política; editor de música da ESCS Magazine e escreveu para o site Bola na Rede. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, é jornalista na SIC Notícias.

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