Guterres deixa Refugiados e deixa candidatura à ONU para mais tarde

António Guterres vai deixar o Alto Comissariado para os Refugiados no final deste seu mandato, agendado para Dezembro. Com a saída o ex-Primeiro-Ministro português cumpre assim dois anos à frente de um sector que agora está debaixo dos holofotes devido às crises migratórias que estão a atingir a Europa. A candidatura a Secretário-Geral da ONU ficará para uma análise à posteriori.

António GuterresA porta-voz da ACNUR (o Alto Comissariado dos Refugiados da ONU) disse que Guterres vai deixar a organização no final do segundo mandato em Dezembro, que foi estendido de Junho até ao final do ano por sugestão do actual Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon.

Guterres foi eleito para o Alto Comissariado dos Refugiados em Junho de 2005, sendo o décimo comissário desta organização especifica. Dez anos cumpridos após o inicio do seu mandato a ONU vai assim iniciar o processo de substituição que conta já com uma candidata: Helle Thorning-Schmidt, ex-Primeira-Ministra da Dinamarca.

Para já em entrevista à Rádio Renascença, António Guterres não abriu muito “o livro” acerca da sua candidatura à liderança da ONU, concentrando-se ainda nas funções que desempenha, ao afirmar que “o que me interessa agora é unicamente garantir que, nesta fase dramática que estamos a atravessar, seja capaz de fazer o melhor possível, ajudando e contribuindo a que, num mundo em que, infelizmente, o número de pessoas deslocadas pelos conflitos, pelas guerras, pelas perseguições políticas, pela violação dos direitos humanos está em crescimento, essas pessoas possam ter o apoio de que necessitam”.

O ex-Primeiro-Ministro eleito pelo Partido Socialista diz que “a seu tempo se verá” no que toca à sua candidatura à liderança da ONU, afirmando já anteriormente não ser candidato a candidato de nada.

Descomplicador:

António Guterres vai deixar o Alto Comissariado para os Refugiados no final do ano, mas para já não “abre o livro” acerca da sua candidatura à liderança da ONU, cargo para o qual é apontado. Para já o ex-PM português prefere concentrar-se em resolver a crise dos refugiados.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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