Catarina Martins apresenta livro e ataca Governo

Catarina Martins apresentou ontem, no Chiado, o seu livro “Mitos Urbanos: um mapa para ler a crise”. Perante uma plateia cheia, recheada de vários elementos proeminentes do Bloco de Esquerda, a líder do partido apresentou uma obra destinada a “desmontar a narrativa falsa de culpa dos portugueses e resgatar o debate político” ao lado de um dos históricos do partido, o historiador Fernando Rosas.

11997993_10207961151450128_423853761_nFernando Rosas organizou a apresentação do livro em torno de aspetos que serão “contributos importantes para a batalha das esquerdas”. Em primeiro lugar, o historiador destacou o facto de o livro ser um “caderno de bordo factual, quantificado, acessível” para perceber “os efeitos da ofensiva neoliberal” sobre Portugal, assim como uma “análise estratégica essencial”. Na óptica de Fernando Rosas, seria importante levar o conteúdo do livro – “o mapa para ler a crise” – até àqueles “que dele mais precisam” para que se possa desconstruir a “mentira social que informa as direitas: o mito urbano”. Para terminar a sua intervenção, o historiador utilizou uma frase “que escreveu um dia um poeta” para caracterizar o livro: “a cantiga é uma arma, e a Catarina [Martins] mostrou que a escrita também”.

Quando a autora do livro tomou a palavra, depois de a plateia ter dedicado longos aplausos a Fernando Rosas, agradeceu as palavras do historiador e confessou que “o livro não é uma análise profunda” mas pretende “explicar às pessoas o que realmente aconteceu”. Para tal é preciso “desmontar a propaganda sobre os números que o Governo tem levado a cabo”.

Ao longo da sua intervenção, Catarina Martins passou para o ataque ao governo de Passos Coelho e criticou as medidas tomadas pelo Governo e que incidiram sobre o mercado de trabalho. Nas palavras da líder do Bloco de Esquerda, Portugal “é um país que se tem esvaziado de gente” e onde “os estágios são a praga dos nossos tempos” e isso deve-se “às condições de trabalho e à precariedade” actuais.

Para Catarina Martins, “o nosso país tem sido rescrito” e é necessário combater esse facto “desmontando o discurso de culpa que foi entrando” na sociedade e que “serviu à direita para levar a sua política sempre”. Em modo de conclusão, a cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda  círculo do Porto denunciou ainda a actuação do executivo de Passos Coelho na temática das privatizações, já que para Catarina Martins “sem serviços públicos não há igualdade” e apontou o dedo ao tratado transatlântico, que apenas retira “o poder de cada país decidir sobre a sua própria organização”.

Descomplicador:

Catarina Martins esteve ontem no Chiado a apresentar o seu livro “Mitos Urbanos: um mapa para ler a crise”. Na sua intervenção criticou o executivo de Passos Coelho por levar a cabo uma “propaganda sobre os números” e revelou que o livro se compromete a “desmontar” esse discurso e a “explicar às pessoas o que realmente aconteceu”.

Com Mariana Lima Cunha.

Publicado por: José Pedro Mozos

23 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Entre março de 2016 e junho de 2017 passou pela SIC Notícias. Faz parte da editoria de política da Revista VISÃO desde julho de 2017. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, faz parte do Conselho Editorial do Panorama.

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