Costa e Passos – Os comentários no Panorama

O live blog de acompanhamento do debate entre Pedro Passos Coelho, cabeça-de-lista da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS) e António Costa, cabeça-de-lista do Partido Socialista, contou com os comentários do deputado e candidato Duarte Marques, do PSD e do jornalista Manuel Queiroz, responsável pela análise politica.

Duarte MarquesNo final do frente-a-frente, Duarte Marques considerou que “António Costa levou soundbytes para o debate e conseguiu com isso marcar vários momentos e ser mais eficaz”, acreditando que “essa estratégia resulta a curto prazo mas prejudica-o a médio prazo. As pessoas olham para ele como plástico e pouco realista por oposição a Passos, muito mais realista, a responder a todas as questões e a não fugir às dificuldades”.

O deputado social-democrata diz ainda que o líder do PS “teve momentos de Catarina Martins que não ficam bem a um Primeiro Ministro. Passos foi mais sério e realista, transmitiu mais confiança e estabilidade”, concluindo ao afirmar que “para os indecisos Passos Coelho foi mais eficaz enquanto Costa foi mais eficaz para a sua claque”.

Manuel QueirozJá o jornalista, ex-director do jornal i, Manuel Queiroz, disse no rescaldo do debate que “correu melhor a António Costa. Tinha a vantagem do challenger, a vantagem de quem pode falar sem ter que ser confrontado com os seus esqueletos no armário”. O jornalista disse que Pedro Passos Coelho “falou – ou foi obrigado a falar – muito do que fez e pouco do que quer fazer. Muito do passado, que se calhar é o possível mas não é radioso, nada ou quase de esperançoso e fresco”.

Ainda assim, Manuel Queiroz acredita que “Costa não foi particularmente brilhante mas preparou-se com os gráficos em papel, por exemplo, e o jogo permitiu-lhe acabar confiante. Finalmente, houve alguma coisa que lhe correu bem na pré-campanha”. Quanto ao desempenho do ainda Primeiro-Ministro, Queiroz diz que “Passos Coelho foi calmo, às vezes demasiado porque pareceu pouco natural. Faltou um golpe de asa, uma ideia nova. Não se defendeu mal, mas a defesa não é o melhor ataque. Costa tinha as coisas mais claras: empatar era perder, por isso procurou o ataque”.

Quanto ao formato do frente-a-frente, o jornalista considera que “o modelo não foi o melhor e estes debates não deviam ser experiências – já deviam estar rodados. E por isso houve demasiadas interferências.  “Responda-me directamente esta questão” é o género de dito no limite do que é um debate porque não é obrigatório responder directamente. Cada um responde como quiser no limite”.

João Galamba por imprevisto de última hora não pôde acompanhar o debate com o Panorama.

Descomplicador:

Duarte Marques disse no Panorama que António Costa esteve “melhor nos soundbytes”, enquanto Manuel Queiroz atribuiu a vitória ao líder do Partido Socialista. A análise do deputado e do jornalista ao histórico frente-a-frente.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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