Opositor de Nicolás Maduro condenado a 13 anos e nove meses de prisão

Leopoldo López, opositor do chefe de governo venezuelano, foi condenado esta sexta-feira a cumprir 13 anos e nove meses de prisão por incitar e promover manifestações contra o executivo de Nicolás Maduro. O líder da oposição, de 44 anos, encontra-se detido desde o dia 18 de Fevereiro de 2014, quando se entregou às autoridades, mas só agora foi conhecida a sentença.

Nicolas MaduroNo comunicado oficial da Procuradoria Geral venezuelana, Leopoldo López foi declarado culpado pelos crimes de “danos e incêndio, instigação pública e associação para delinquir”. A acusação refere-se principalmente às manifestações entre Fevereiro e Maio de 2014 contra o governo de Maduro, que terminaram com o saldo negativo de 43 mortos mais de três mil feridos.

Durante o julgamento, López alegou inocência e dirigiu-se aos júri para referir que caso a sentença fosse condenatória a juíza iria ter um papel mais ingrato do que o próprio aquando da leitura da condenação: “caso a sentença seja condenatória a juíza terá mais medo de a proferir que eu de a ouvir, pois sabe que estou inocente”.

Depois de conhecida a sentença, o advogado de defesa, Carlos Gutiérrez, criticou o desenrolar do processo ao afirmar estar repleto “de irregularidades” que põem em evidência “a falta de independência” da justiça venezuelana. A oposição de Maduro já fez saber que avançará para um protesto pacífico contra esta decisão nas ruas sem detalhar ainda o local e a data da acção.

O economista mestrado em Harvard é o principal responsável pela criação do movimento “La Salida”, que pretendia derrubar o governo de Nicolás Maduro através da mobilização popular e da força dos opositores nas ruas da Venezuela. Leopoldo López foi julgado juntamente com três estudantes que também terão de cumprir pena de prisão – um dos estudantes foi condenado a dez anos de prisão e os outros dois condenados a cumprir quatro anos.

Descomplicador:

Leopoldo López, o principal opositor venezuelano de Nicolás Maduro, foi hoje condenado a cumprir uma pena de prisão de 13 anos e nove meses pelos crimes de “danos e incêndio, instigação pública e associação para delinquir”.  Os crimes terão sido cometidos nas manifestações contra o governo de Nicolás Maduro entre Fevereiro e Maio de 2014. O advogado de López acusa a justiça venezuelana de ter “falta de independência” e alega que foram cometidas várias irregularidades ao longo do processo.

Publicado por: José Pedro Mozos

23 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa. Entre março de 2016 e junho de 2017 passou pela SIC Notícias. Faz parte da editoria de política da Revista VISÃO desde julho de 2017. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, faz parte do Conselho Editorial do Panorama.

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