LIVRE com passagem caricata pela Madeira

O LIVRE tinha preparado uma providência cautelar para obrigar ao pagamento do subsidio de mobilidade aos estudantes num prazo inferior aos 60 dias actuais. Esse seria o grande trunfo da acção de campanha planeada pelo partido liderado por Rui Tavares, no entanto a apresentação da providência podia suspender todos os pagamentos, obrigando assim à suspensão da própria iniciativa.

LivreA iniciativa tinha sido anunciada no Mercado do Funchal, segundo relata o jornal Expresso, no entanto e pelo facto da apresentação da providência cautelar poder suspender todos os pagamentos, situação que desagrada mais do que receber a 60 dias, foi adiada por parte do partido LIVRE.

O subsidio de mobilidade faz com que os estudantes paguem 65 euros por viagem para o continente e os residentes 86 euros, no entanto a totalidade do bilhete tem que ser assegurada pelo viajante, que é depois reembolsado no prazo máximo de 60 dias. Esta providência cautelar iria fazer com que todos os pagamentos fossem imediatamente suspensos.

O LIVRE quer no entanto reduzir o prazo de reembolso, afirmando que “nem todos podem esperar tanto pelo pagamento dos bilhetes” e que “os residentes na Madeira têm o direito de viajar para o país como qualquer outro residente de Lisboa para o Porto”, por exemplo.

O partido liderado por Rui Tavares vai agora dividir a iniciativa em duas por forma a não penalizar os cidadãos que usufruam do subsidio de mobilidade. Daniel Oliveira, comentador e membro da direcção de campanha do LIVRE, disse que “a questão do subsidio de mobilidade é um exemplo do muito que há para mudar na Madeira”, acrescentando que está na altura da região “deixar de ser um regime de excepção”.

Descomplicador:

O LIVRE teve uma passagem caricata pela Madeira, tendo de abandonar aquele que seria o seu grande trunfo de campanha: a apresentação de uma providência cautelar para encurtar o prazo de reembolso das viagens entre o arquipélago e o continente. No entanto a providência cautelar iria suspender todos os pagamentos, situação que iria prejudicar ainda mais os madeirenses.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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